Ponte Preta, 13 de maio e seu papel histórico de resistência em favor da comunidade negra

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Eventos vão acontecer em todo o país nesta segunda-feira para relembrar o Dia da Abolição da Escravatura. Todos vão relembrar a assinatura da Princesa Isabel que terminou com uma das páginas mais vergonhosas da história do Brasil. A diretoria da Ponte Preta e sua comunidade deveriam colocar esta data como prioritária ao lado do dia 20 de novembro, e abaixo apenas da data de sua fundação, o dia 11 de agosto.

A Macaca, queiram seus detratores ou não, é um símbolo de resistência e de liberdade do negro no futebol brasileiro. Um dos primeiros times a abrir espaço aos negros, também recebeu-os de braços abertos nas arquibancadas.

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Quem conhece a história de Campinas sabe que não exagero. Cidade formada por uma sociedade escravocrata e preconceituosa ao extremo, quando a Macaca foi fundada, a abolição da escravatura tinha sido assinada há apenas 12 anos. Vocês acham de verdade que o racismo naquela época já tinha acabado? Claro que não.

E foi com Miguel do Carmo e posteriormente com outros heróis negros que a Alvinegra começou a forjar a sua história. Nunca é demais lembrar: o apelido Macaca surgiu como um troco de seus torcedores dados aos rivais do interior do estado de São Paulo que chamavam os pontepretanos de “Macacos”.

Hoje, a ligação da Ponte Preta com a história de resistência da comunidade negra no Brasil é motivo de orgulho. Se as caravanas entraram para a história foi porque negros saíram de várias regiões de Campinas para transformar este time em uma religião. Fervorosa.

Por isso, vale a pena recordar a seleção do Só Dérbi feita no ano passado só com atletas negros que fizeram história na Alvinegra: Aranha; Rodinei, Ronaldão, Nenê Santana e Odirlei; Mineiro, Teodoro, Jorge Mendonça; Sabará, Miguel do Carmo e Luis Fabiano.

Que estes e outros jogadores nunca faça a Ponte Preta esquecer do seu papel social e histórico no futebol brasileiro.

(Elias Aredes Junior)

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