Ponte Preta prioriza manutenção de Ruan e dos zagueiros. Uma decisão que merece ser analisada

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Neste vendaval de prioridades para 2019, a Ponte Preta definiu que vai priorizar a manutenção da dupla de zaga formada por Renan Fonseca e Reginaldo e do lateral-direito Ruan. Decisões que merecem aprofundamento de análise.

Ser a defesa menos vazada da Série B com 30 gols é um atestado de eficiência dos zagueiros pontepretanos Renan Fonseca, Reginaldo, Léo Santos, Reynaldo e até de Nathan, improvisado em algumas oportunidades.

Não é o caso de depreciar os atletas, mas tal dado precisa ser contextualizado. A eficiência foi obtida graças a uma competição de baixo nível técnico, cujo artilheiro foi Dagoberto, que por anos viveu no ostracismo e que parecia acabado. Uma competição cuja norma de conduta foi mais proteger do que ser ofensivo. Os beques geralmente não recebiam a exigência de mostrar dotes para frear o oponente.

Volantes em profusão para defender, atacantes de velocidade para recuar e uma compactação que virou a marca até daqueles que obtiveram o passaporte. O único ponto fora da curva foi o Goiás, com 50 gols sofridos. O restante dos promovidos abraçaram a retranca em um momento ou outro, casos de Fortaleza (33 gols sofridos), CSA (37 gols) e Avaí (32 gols sofridos).

O que deve ser feito? Não é algo para ser feito imediatamente, mas a Macaca deve intensificar a sua busca na revelação de beques, especialmente incuti-los a urgência de contar com algum domínio e técnica. Capacidade de efetuar um passe em profundidade, técnica e velocidade para fazer coberturas. Uma hora os chamados rebatedores terão prazo de validade.

Se a zaga merece analise detalhada, não há como censurar a tentativa de ficar com Ruan. Forte na marcação e no apoio, o titular na reta final tem uma velocidade utilíssima para o futebol atual. Só deve ser trabalhado para evitar a afobação e ansiedade exibida em alguns confrontos. Certo é que vale a pena ficar com Ruan. Até para que a dor de cabeça não fique mais intensa nos gabinetes do Estádio Moisés Lucarelli.

(análise feita por Elias Aredes Junior)