Reformistas x Tradicionalistas: a batalha de narrativa que definirá os destinos da Ponte Preta em 2021

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A Ponte Preta está com salários atrasados. Funcionários, jogadores e integrantes da comissão técnica com justiça querem receber aquilo na qual têm direito. O que poucos percebem é que está em andamento nas redes sociais e veículos de comunicação uma batalha de narrativa em relação aquilo que deve ser feito. Ouso dizer: o vencedor desse embate nas ruas e nas redes sociais determinará o rumo da agremiação no restante do ano de 2021.

O primeiro grupo tem conselheiros fiscalizadores e torcedores descontentes com os rumos do clube que podemos nomeá-los como “Reformistas”. Eles estão indignados com a incompetência de Sebastião Arcanjo e especialmente com a fissura de se atender aos desejos e pedidos de Sérgio Carnielli.

O que eles querem? Basicamente que Tiãozinho arrume recursos rapidamente e que o Conselho Deliberativo conduza uma investigação pormenorizada sobre a origem da dívida com o presidente de Honra e a definição se ela deve ser paga ou não e em que bases. Não querem a instituição do clube empresa e sim a instalação de um sistema profissional que preserve o caráter associativo mas antenado com as novas exigências do futebol profissional.

Do outro lado do ringue estão os tradicionalistas, ou seja, os apoiadores de Carnielli. Para esses, a origem da dívida com os jogadores está na incapacidade da atual diretoria de gerir as finanças e de estabelecer um relacionamento que possibilite Carnielli auxiliar em instantes delicados.

São favoráveis a Arena porque somente o empreendimento viabilizará o pagamento da dívida com o ex-manda chuva. Infelizmente, os tradicionalistas, acostumados a uma cobertura dócil e tranquila em relação aos atos de Carnielli por, no minimo, 20 anos, estranham quando o espirito critico entra em campo. Perigosamente flertam com o pensamento da censura e da desqualificação dos profissionais críticos de imprensa.

E o que os dois grupos fazem para vencer este combate virtual e acirrado? As armas dos nossos tempos: textos nas redes sociais, processo de convencimento sobre seus argumentos e no caso dos reformistas a busca de guarita nas esferas judiciais.

E os veículos de comunicação? É o desafio primordial. Buscar ouvir todos os lados e principalmente não endeusar ou trucidar ninguém. Mostrar que tanto de uma frente como de outra existem seres humanos, que erram e acertam. Adendo: não foi falta de iniciativa que este Só Dérbi ofereceu espaço para que os dois grupos se pronunciem. Se um dos lados não aproveita só podemos lamentar.

O que não dá é que jornalistas esportivos locais considerem que basta falar de bola rolando que tudo está certo na Ponte Preta.

Esta seria a maior fake News para ser divulgada. E pior: sem nexo.

(Elias Aredes Junior)