Ricardo Moisés, novo estádio do Guarani e a movimentação para viabilizar a sobrevivência política

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Em entrevista ao programa de televisão “Os donos da Bola”, na TV Bandeirantes, o presidente do Guarani, Ricardo Moisés, afirmou com todas as letras e sem disfarce que o terreno pertencente ao clube nas proximidades da Rodovia dos Bandeirantes poderá servir de local para o novo estádio, Centro de Treinamento e Sede Social da agremiação, o que abriria espaço para que o empresário Roberto Graziano realizasse obras na área do estádio Brinco de Ouro.

Sua declaração não poderia ser mais direta. “O processo está no CONDEPACC, a gente está desenvolvendo a construção do estádio, do CT e do clube na área que a gente tem na (Rodovia dos) Bandeirantes. Está sob análise do CONDEPACC neste momento”, afirmou o dirigente.

Gesto calculado. Foco não só na sobrevivência do Guarani mas de seu próprio grupo político. A partir da renúncia de Palmeron Mendes Filho e da trégua na guerra de bastidores, o Alviverde conseguiu a sobrevivência na Série B. Ou seja, Moisés transformou-se em fiador dos cenários de paz.

E ele sabe que tal atitude pode ser decisiva para a manutenção do atual Conselho de Administração na Assembleia de Sócios do dia 02 de dezembro e que na prática será a continuação da reunião interrompida. Ricardo Moisés sabe que os 44 pontos iniciou intensa movimentação política da oposição para destituir os atuais integrantes do C.A e viabilizar antecipação das eleições. E de preferência com a escolha de uma nova chapa.

Ricardo Moisés corre contra o tempo. Precisa provar por A mais B que os trâmites judiciais estão sendo cumpridos e que as obrigações serão obedecidas por Roberto Graziano. Qualquer transmissão de afrouxamento com o empresário concede argumentos aos oposicionistas que está em curso um processo que visa beneficiar Graziano.

Vai dar certo? Ele conseguirá a estabilidade almejada? Só os sócios podem responder.

(Elias Aredes Junior)

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