Ser mãe e pontepretana é, antes de tudo, um sacerdócio e uma missão de vida. Parabéns a todas!

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Ser pontepretano é um ato de resistência. De luta contra o sistema. De convencer crianças e adolescentes de que antes de tudo é preciso preservar um sentimento, uma maneira de ver a vida e o semelhante. O estádio Moisés Lucarelli vive momentos tensos. Crise, apatia e uma equipe que não engrena no gramado. Abandonar o barco é fácil. Você já pensou no papel desempenhado por milhares de mães que abraçaram esta paixão e não deixam que ela morra?

É a mãe que incentiva o filho ao conversar sobre o seu amor pela Macaca. É a mulher que larga tudo em dia de jogos para acompanhar o filho em dias de jogos e em alguns casos recebe o auxilio de outras mães, como a Maria Luiza Volta, que coordena a entrada das crianças no gramado.

São mães que renunciam a horas de outras formas de lazer apenas e tão somente para focar seus olhos em uma única paixão: Associação Atlética Ponte Preta.

Pense que vivemos em um mundo machista, cruel, excludente. E que no futebol é reservado a mulher um papel subalterno, quase coadjuvante. E que essas mulheres recusam esta sentença e lutam com afinco não só pelo seu maior que é a Macaca, como também a de preservar o patrimônio fomentado no coração dos seus filhos desde a infância.

Conceição, torcedora símbolo da Macaca, é o exemplo acabado. Transmitiu o legado aos seus filhos e jamais teve outro interesse que não fosse a de ver a Ponte Preta gigante e intransponível.

Se hoje a Ponte Preta ainda pulsa e tem um amor incontrolável nas arquibancadas, boa parte deste legado foi construído por cada mulher que um dia, ao sair da maternidade com sua herança divina no colo decidiu transmitir algo que não há como medir ou determinar: a paixão por uma agremiação popular, que nunca teve medo de ser perfilar ao lado dos desfavorecidos e que de certa forma traz dentro de si o DNA da força popular de Campinas. Parabéns a todas as mães pontepretanas. Vocês merecem.

(Elias Aredes Junior)

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