Tia Tânia e as viagens que viraram aventuras

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Para alguns casais, o futebol pode servir como estrada rumo ao divórcio. Para Tânia Regina Cardoso Santana, 45 anos e o comerciante Carlos Roberto Santana, de 52 anos, o Guarani serviu como uma solda capaz de uni-los ainda mais. O amor de clube serviu de combustível para aquilo que foi sacramentado no altar.

Mochila nas costas e bandeira na mão

Tânia elogia o marido e diz que em nome do Guarani ele topa tudo. Viagens, expedições, aventuras…O Guarani provoca atitudes inusitadas deste casal alviverde de corpo e alma. As histórias surgem de modo natural. Em 2011, Tânia viveu uma epopeia para assistir ao empate por 2 a 2 entre Criciúma e Guarani, válido pela rodada de abertura da Série B, no dia 21 de maio, no Estádio Heriberto Hulse, em Criciúma.

Pior do que ver os gols de Pirão estragarem a vantagem construída por Fabinho e Jefferson Luís, duro foi superar as agruras geradas por 17 horas de viagem. “O jogo acabou e o ônibus quebrou na saída do estádio”, contou Tânia, antes de revelar o clímax improvável. “Tivemos que esperar outro ônibus e a empresa (Passaredo, de Paulínia) pagou hospedagem e jantar aos 33 torcedores que levei. Foi inesquecível”, arrematou.

Andanças pelo Brasil

Com o marido sempre ao lado, Tânia desenvolveu conhecimento geográfico do Brasil. “Eu viajava a cada 15 dias…Fortaleza, Natal ou Porto alegre. Comparecia na Copa do Brasil e visitava estados como Bahia, Santa Catarina ou Minas. Nunca ganhávamos, mas eu nunca desistia”, disse Tânia, com o parceiro “Betão” pronto e disposto a novas aventuras. Aventuras que, aliás, tiveram o seu ápice durante a Taça Libertadores de América em que o Guarani participou na década de 1980.

Tânia e Betão vivem o presente, sonham com um futuro melhor e não desgrudam da obsessão de preservar o passado. Prova disso é sua inserção no Memorial do Guarani, que brevemente espera a chegada de novos documentos que comprovem o ressurgimento de um gigante ferido.

(texto e reportagem: Elias Aredes Júnior)

2 Comentários

  1. Eu posso dizer, como participante do Memorial do Guarani, que o engajamento da Tia Tania em 2012 foi vital para que fosse feita a inauguração. Até hoje eu me lembro das lágrimas dela ao cuidar, com todo o carinho do mundo, da Taça das Bolinhas. O que ela chorou não está escrito!

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