domingo , 19 novembro 2017
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Uma reflexão sobre a rivalidade no futebol campineiro. Por Pablo Amaral

Nunca fiquei analisando dados sobre futebol. Gosto, mas nunca decoro esse tipo de informação.

A Ponte Preta tem uma história. O Guarani tem outra história.

Hoje o momento é diferente para os times rivais. Mas já foi diferente e me lembro porque era criança e sofri com as gozações dos amigos bugrinos.

Independente de qualquer rivalidade, o ódio de um ao outro chegou ao absurdo de, ao serem identificados torcedores de outros times  que vão ao estádio para ver uma partida de futebol apanham num tipo de linchamento em “corredor polonês” e depois são retirados pela policia (que nem deveria fazer a segurança de jogo de futebol). Pontepretanos e bugrinos. Amigos ou Não.

Fiquei com vontade de escrever isso porque li cada comentário (se é que dá pra chamar assim) sobre a homenagem que a Ponte deveria fazer às vítimas do vôo da Chapecoense em tópicos dos grupos de Pontepretanos em que estou que me deram nojo – não da Ponte -, mas de pessoas destilando ódio por causa da cor verde.

Isso tem que acabar.

Isso é muito irracional.

Não tem nada a ver com rivalidade.

É ódio puro. Por que?

Por causa da cor verde.

Não entendo gente assim.

(artigo opinativo de autoria de Pablo Amaral-Jornalista)

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2 Comentários

  1. Caro Pablo, concordo contigo. Sou Pontepretano e gosto muito de usar verde. Antes, meus amigos (pontepretanos e bugrinos) zuavam esse meu comportamento. Mas com o tempo, passaram a nao falar mais nada.
    Meu irmao é bugrino e tenho varios amigos bugrinos. Ates de mais nada, devemos lembrar que somos seres humanos e todos temos familia e comungamos dos meus valores eticos e morais da vida em sociedade.
    Zoação e brincadeira com o futebol, faz parte. Ignorancia e violencia, são injustificaveis e tem que ser tratadas na esfera criminal.

  2. Excelente reflexão.

    Sou bugrino, mas antes disso, sou humano.

    Amo o Guarani? Não. É isso mesmo, não amo o Guarani! Digo que “gosto bastante” e “torço por ele”. Apenas isso. Recuso-me a amar um clube de futebol.

    Quem é alvo do meu amor é o meu Criador, o meu Senhor Jesus Cristo, minha família, meus amigos, enfim: seres humanos que, pela graça de Deus, tenho encontrado em meu caminho.

    Desejo, de todo coração, que bugrinos e pontepretanos vivam em paz, sem violência.

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