Veja e confira sete motivos para acreditar no acesso do Guarani

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Disputar o acesso para a divisão de elite regional parecia um sonho distante quando o Guarani passou a encarar o inferno da Série A-2 do Paulistão. Virou realidade. Os 180 minutos contra o XV de Piracicaba podem representar não só o triunfo esportivo, mas um fôlego financeiro para 2019, com o pagamento de uma cota de televisão de R$ 6 milhões só no Estadual.

É preciso jogar todas as energias para a obtenção do sonho dourado. É proibido falhar. Vamos enumerar os sete trunfos do Alviverde nesta batalha regional.

1 – Motivação após uma campanha avassaladora – Foram 10 vitórias e 30 gols marcados. Primeiro lugar incontestável. Quando estão no gramado, o trio formado por Bruno Nazário, Bruno Mendes e Erik coloca medo nos oponentes. Favoritismo incontestável.

2 – Torcida mobilizada: Em uma partida contra o Votuporanguense e que não valia nada, mais de 4.500 pessoas estiveram presentes no Brinco de Ouro. A torcida encontra-se mobilizada e não será surpresa que uma grande caravana apareça no estádio Barão de Serra Negra. E no dia da partida no Brinco de Ouro não dá para imaginar um público abaixo de 12 mil pagantes. Será o décimo segundo jogador.

3 – O peso da camisa: Existem alguns conceitos míticos no futebol. Forças estranhas que interferem no andamento das partidas. A tradição é uma delas. O Guarani entrará em campo respaldado por duas conquistas nacionais, o Brasileiro de 1978 e a Taça de Prata de 1981. Dois vice-campeonatos nacionais em 1987 e 1986, o segundo lugar na terceirona nacional em 2008 e 2009 e a medalha de prata na Série B de 2009. É um currículo de respeito. Uma camisa tradicional, cuja força poderá fazer a diferença na hora decisiva

4 – Brigas políticas fora do cardápio: Formar um bom ambiente é vital para a construção de resultados positivos no trabalho. Palmeron Mendes Filho e Horley Senna estão rompidos. Brigas pelo poder e a vaidade exacerbada. Rotina no Guarani. Por enquanto não atrapalhou. Que continue assim.

5 – A sede de vencer de Umberto Louzer: Ele já passou por Nacional e Paulista de Jundiaí. Chegou ao Guarani e, de maneira silenciosa, foi o auxiliar de diversos treinadores: Vadão, Mauricio Barbieri, Marcelo Cabo, Lisca… Nunca reclamou ou tomou qualquer atitude que atrapalhasse o trabalho. Foi leal. Ético. Decente. Ele sabe que é a chance de sua vida. O acesso muda o patamar de sua vida profissional e lhe abrirá novas portas.

6 – Uma equipe com variação de jogadas: O trabalho existe no gramado. As arrancadas de Bruno Nazário pela meia direita e sua dobra ofensiva com Lenon; As jogadas individuais de Erik e a movimentação de Bruno Mendes, capaz de abrir espaços. Sem contar o balanço de Rondinelly na armação e as arrancadas de Ricardinho pela faixa central do gramado. Evaristo Piza quebra a cabeça para evitar a avalanche.

7 – O Gran Finale para Fumagalli: O camisa 10 do Guarani é líder do elenco. Bancou a nomeação de Umberto Louzer e colabora nos bastidores. Já sabe que vai pendurar as chuteiras. Vai virar dirigente. No entanto, não tenho dúvidas em afirmar que os jogadores e a comissão técnica vão atuar para conseguir o acesso não só para a torcida, mas para um atleta que entregou sua vida a um clube em condições dramáticas.

(análise feita por Elias Aredes Junior/foto: Guarani Press)