Volantes pontepretanos decepcionam no Brasileirão. Wendel e Jean Patrick podem mudar a história?

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Após o final da temporada, os dirigentes, torcedores e a imprensa terão a missão de realizar um balanço  da Ponte Preta no Campeonato Brasileiro, independente da classificação final. Neste retrospecto, um assunto será postado na berlinda, o rendimento decepcionante dos volantes contratados pela diretoria de futebol profissional.

Decepção é a palavra correta por aquilo que outros já apresentaram com a camisa pontepretana.

Como esquecer o falecido Gil na campanha da Série B de 2011? E o dinamismo de Bruno Silva e a capacidade de exercer a função de “motorzinho” realizada por João Paulo Silva em 2014 e 2015?

Impossível esquecer a campanha da Copa Sul-Americana sem a classe e a categoria de Fernando Bob.

Contar com volantes de qualidade era fundamental em virtude da Macaca ter abraçado a estratégia da marcação forte e da saída no contra-ataque.

O cabeça de área e o segundo volante técnico e de qualidade eram fundamentais para dar o primeiro passe e executar o passe longo e o contra-ataque. Muitas vezes o armador ou encontra-se cercado ou sem fôlego para executar o trabalho de recomposição e ofensivo. Lembre-se de Marcinho, camisa 10 pontepretano no Brasileirão de 2012 e você saberá do que falo.

E no Brasileirão de 2017? Para começar o rol de péssimas notícias, Elton e Fernando Bob estão em fase horrorosa. Lentos, sem tempo de bola e  dispersivos no posicionamento, os atletas ainda ganham companhias ineficientes.

Naldo e Jadson, apesar de serem bons marcadores, tem passe deficiente e apelam até para a violência. O roteiro foi vivido diversas vezes: o volante pontepretano limitado tirava a bola, errava o passe e o adversário voltava a ameaçar. Um tormento ao torcedor da alvinegra, que por enquanto também não vê perspectivas positivas em Jorge Mendoza.

Wendel com sua técnica e visão de jogo poderia resolver? A resposta é positiva, mas sua utilização foi postergada porque a comissão técnica anterior alegava nos bastidores que ele não tinha fôlego e condição física para suportar os 90 minutos.

Nos jogos contra Chapecoense e Flamengo, Wendel já comprovou que o quadro deveria ser analisado de maneira profunda e detalhada. Com o gol anotado e os três pontos assegurados, Jean Patrick juntamente com Wendel demonstraram disposição de tirar os volantes pontepretanos do rol de vilões e transformá-los em heróis na conquista da permanência.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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