Guarani, Allanzinho e a construção de um time com 14 ou 15 titulares. Leia e entenda

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O Guarani deverá anunciar a chegada por empréstimo do atacante Allanzinho, de 21 anos e cujo os direitos federativos estão presos ao Santos. Seu contrato com o time da Vila Belmiro expira em dezembro de 2024. Não há torcedor ou profissional de imprensa na cobertura do Santos que não elogie o atleta. Só por esse aspecto a contratação produz otimismo. Transação buscada pelo alviverde no inicio de dezembro do ano passado, mas a negociação não evoluiu.

A euforia tomou conta do torcedor bugrino nas redes sociais e grupos de Whatsapp. Muitos já imaginam a sua inclusão no time titular. Respeitosamente ouso discordar.

Pela exibição nos 90 minutos, o Guarani já tem seus titulares. Talvez o acréscimo de um zagueiro para fazer companhia a Thales e a entrada em médio e longo prazo de Diogo Matheus na lateral direita  e o deslocamento de Pablo como opção ofensiva. Talvez até na reserva.

Difícil imaginar que o trio ofensivo saia da formação com Davó, Lucão do Break e Bruno Sávio. Com Julio César na briga. Nem tanto pela sua qualidade técnica, mas pela sua disciplina tática, algo caro a qualquer treinador.

Todos eles assistidos por um meio-campo formado por Bruno Silva, Rodrigo Andrade e o meia armador, que pode ser Andrigo ou Régis.

Perceba o deslocamento de atletas que podem, de um jeito ou de outro, fazer parte do banco de reservas: Pablo, o próprio Julio César e agora Allanzinho, este último com clara capacidade mudar o panorama de qualquer jogo. Sem reservas de qualidade é impossível construir uma campanha sólida em uma competição de 38 rodadas.

Nos primeiros 180 minutos, contra Vitória (BA) e Operário (PR) algo ficou nítido: excetuando-se Lucão do Break, nenhum jogador acionado do banco de reservas melhorou o padrão de produção do Guarani. Ninguém mudou a história do jogo.

Não estranhe se Allanzinho não virar titular logo de cara. Ou se ele entrar e Davó for para o banco. Se o Guarani quiser uma campanha consistente e ambiciona melhores ambições na Série B, o Guarani terá que contar com “14 ou 15 titulares”. É isso que a diretoria de futebol parece buscar. O que é um acerto.

(Elias Aredes Junior)