O Guarani tem previsão orçamentária conhecida: R$ 47,5 milhões. No entanto, nos últimos anos, a receita não passou de R$ 41,5 mihões, de acordo com um especialista ouvido pelo site. Ou seja, a possibilidade de déficit ao final do ano não é desprezivel. Independente dos números, existe a brecha de apertar o cinto aqui e acolá e adequar as despesas. Até reformular o elenco é possível para que ele fique mais barato.
Duro é constatar que alguns compromissos são imutáveis. O pagamento mensal da Recuperação Judicial prevê gasto mensal de R$ 450 mil. O valor bate em R$ 5.400.000 anuais. Não há como dar calote.
Se o Guarani estivesse inserido na divisão de elite, diria que a conta seria suave. Afinal, algumas equipes recebem R$ 80 milhões de cota. A realidade do Guarani é outra.
Na Série C, se fizer grande esforço, o máximo que vai arrecadar é R$ 3 milhões com as transmissões pela televisão. E olha que estou sendo otimista. Pegue ainda a folha salarial do futebol, que varia entre R$ 1,8 milhão a R$ 2,1 milhões, com salários e encargos.
A pergunta é inevitável: a fatura poderá ser quitada de modo tranquilo até dezembro? Lembre-se que o salário do mês passado já atrasou. Foi colocado em dia, mas fora da data normal.
Conclusão: além da boa campanha, o torcedor bugrino terá que torcer para que novos inimigos não apareçam nos bastidores. Duro, mas real.
(Elias Aredes Junior-foto arquivo Guaranipress)












