Na Ponte Preta, todo mundo grita, aponta o dedo para o inimigo e ninguém tem razão. Enquanto isso, a torcida sofre

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Estamos em uma semana decisiva para a Ponte Preta. Precisa vencer o Vila Nova (GO). De qualquer jeito. Caso contrário, a luta contra o rebaixamento será real. Em um mundo ideal, todos os atores deveriam concentrar suas forças para vencer a segunda (!!!) partida no ano. Tudo deveria encontrar-se direcionado a superação desta má fase: venda de ingressos, mobilização das torcidas, entre outros pontos.

Por ineficiência administrativa, a atual Diretoria Executiva não muda o rumo da prosa. Evidente. Se não conseguem pagar os salários dos jogadores, se alguns saem do clube porque não vêem a cor do dinheiro e se o jeito é conviver com bloqueios judiciais e outros problemas, é cristalino que a bola deixará de ser prioridade.

Quem em sã consciência vai falar do jogo da bola se existe a percepção de que muitos não conseguem colocar o pão de cada na mesa de seus familiares? Carestia e pobreza fabricadas por vacilos administrativos dói. Muito mais.

Culpados? Sim, a atual direção e aquela que assumiu em janeiro de 2022 tem muita culpa. Assim como as administrações anteriores – que a atual gestão gosta de utilizar como escudo- também são. Mas eles não estão no poder. Logo…

Na atualidade, é dificil pensar em vitória da Macaca por um motivo: dirigentes, jogadores e torcida não pensam somente no jogo. A Diretoria Executiva planeja como derrotar seus rivais políticos; os jogadores fazem contas para sobreviver e não deixarem queimar suas reservas; enquanto isso, a torcida chora e lamenta. Porque não vê capacidade da Diretoria Executiva em resolver os impasses e porque vislumbra uma  Ponte Preta sem saída. Dificil. Especialmente quando todos aqueles que levaram o clube para esse labirinto não sabem onde encontrar a saída. Triste. E trágico.

(Elias Aredes Junior-com foto de Pontepress-Arquivo)