Ponte Preta e a eterna dependência de Elvis. Até quando vai dar certo?

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Os fãs de Elvis devem estar ouriçados nos seus argumentos de defesa. Como ele cobrou o escanteio que originou o gol de empate marcado por Jeh, todos os seus erros e equívocos estão absolvidos. Não se pode apontar a falta de variação tática da Macaca, apesar dos inegáveis avanços perpetuados por Nelsinho.

Alguém pode alegar que um time com um camisa 10 de extremo talento fica dependente. Não tem solução. Será? Devemos aceitar tamanha falta de variação? Alguém pode alegar que ocorreu a perda de jogadores como Igor Inocêncio, além da falta de confiança em Zé Mário. Sim, explica em parte, mas não o todo.

A verdade é que jogadores que deveriam render mais e acrescentaram tecnicamente não vingaram. Lucas Buchecha é um reserva que deveria ser titular. Everton Brito sequer é lembrado para batalhar pela titularidade. No final das contas, a solução do meio-campo foi retornar Castro a sua função original. É pouco.

A equipe continua dependendo do repertório de Elvis. Talvez seja suficiente para a permanência. Mas a torcida pontepretana quer mais. Para dar um salto a mais, terá que sair ao mercado e buscar reforços. Sem essa postura, a dependência de Elvis só tende a aumentar.

(Elias Aredes Junior-com foto de Marcos Ribolli-Pontepress)