Washington, o Coração Valente e como a política (menor) impediu a sua vinda para a Ponte Preta

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Na reunião do Conselho Deliberativo realizada no último sábado, o presidente da Ponte Preta, Sebastião Arcanjo, contou um história que demonstra de modo cabal os vícios e os problemas políticos da agremiação.

Segundo ele, após um processo de negociação, tudo se encaminhava para que Washington, ex-atacante no início do Século, fosse anunciado como gerente de futebol. O ex-jogador teve como sua última ocupação na estrutura de futebol o cargo de diretor de desenvolvimento de futebol da CBF. Foi demitido em fevereiro do ano passado.

Na ocasião, o ex-atacante assistiu ao empate de 1 a 1 entre Caxias do Sul e Botafogo, pela primeira fase da Copa do Brasil. Diante de um suposto pênalti para a equipe grená, Washington pegou o celular e mostrou o lance para um dos auxiliares do técnico Rafael Lacerda. As imagens da transmissão flagraram o lance e rapidamente repercutiram nas redes sociais, o que provocou sua saída. Washington pediu desculpas.

Livre no mercado, Washington era o nome ideal para atuar com Alarcon Pacheco, que continuaria como executivo de futebol.

O  presidente pontepretano relatou que a negociação não deu certo. A reportagem do Só Dérbi apurou que uma pessoa, ligada a um dos grupos políticos que apoiam Sérgio Carnielli desde 2008 na Macaca e que chegou a apoiar Tiãozinho no começo  de sua gestão ligou ao jogador e, segundo relato do presidente, teria aconselhado Washington a não aceitar a missão diante do ano eleitoral que se avizinha dentro do clube.

Não vou entrar no mérito ou não da decisão de Washington. A indagação é única: a pessoa que fez este pedido para o ex-atacante é realmente pontepretana? Gosta da Ponte Preta? Quer vê-la bem? Ou aposta no quanto pior melhor para posteriormente gritar aos quatro cantos que o seu grupo é a solução para tudo? Fica a reflexão.

(Elias Aredes Junior- atualizado às 16h26)