Análise: Qual o perfil profissional ideal para treinar o Guarani?

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Palmeron Mendes concedeu entrevista a Rádio Bandeirantes. Revelou que procurou Dunga e Luxemburgo e não deu certo. Marcelo Chamusca é o preferido, pois na visão dos dirigentes bugrinos seria um profissional moderno mas com experiência. Observo e não conformo de ver a relutância do Guarani e de parte de sua própria torcida em aceitar a história como ela é. De entender as características que cercaram as grandes conquistas do Alviverde.

Não vou aqui citar nomes. Não é minha obrigação. Mas traçar o perfil que dá certo no estádio Brinco de Ouro. E usar a gestão de Loss como desculpa não cola. Enrolação pura.

Que tal a gente revisitar a história? No final da década de 1970, um treinador com menos de 40 anos desembarcou em Campinas. Queria e buscava um trabalho de projeção após desempenho satisfatório na Caldense. Foi campeão Brasileiro de 1978, terceiro lugar na Libertadores e fez história. Seu nome: Carlos Alberto Silva.

Em 1986, o Guarani tinha passado sufoco no Paulistão e apostou suas fichas em um ex-goleiro do Internacional na década de 1960 e que tinha como único bom resultado a conquista do Campeonato Baiano de 1985. Levou o time à decisão do Brasileirão. Carlos Gainete era seu nome.

Neste século, Leonel Martins de Oliveira sabia que não poderia falhar na Série C de 2008. Precisava de uma mentalidade nova. Foi buscar um ex-zagueiro do Grêmio de Luis Felipe Scolari  e que após trabalhos pelo interior paulista queria dar uma virada na carreira. Entregou-se ao trabalho de corpo e alma. Foi vice-campeão da Série C. Luciano Dias está na história do Guarani, queiramos ou não.

Assim como Marcelo Chamusca, que quando chegou em Campinas era reconhecido como bom profissional, mas sem resultados consistentes. Obteve o acesso na Série C pelo Guarani e depois pelo Ceará. Hoje, se for contratado já não é uma aposta. Existe o risco de fracasso.

Para reforçar a tese na esperança nos novatos, Umberto Louzer era um ótimo auxiliar técnico e com passagens por Nacional e Paulista de Jundiaí, sem projeção. Foi jogado aos leões por causa da saída de Fernando Diniz e em troca ofereceu a conquista da Série A-2 e o nono lugar na Série B.

Nos últimos anos, tivemos técnicos veteranos com bom desempenho pelo Guarani como Vadão, Vilson Tadei (vice-campeão da Série A-2 2011) e Carbone. Mas também frutos amargos foram colhidos com os veteranos, como Vilson Tadei caindo na Série B de 2012 e Carlos Alberto Silva no Paulistão de 2001.

Ou seja, ao pesar os prós e contras, apostar em um profissional novato, com sede de vencer, mas com bom lastro intelectual o êxito fica mais palpável.

(Elias Aredes Junior)

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