Gabriel Menino, penhora para divida e dura realidade: o pesadelo não terminou no Guarani

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Apesar dos esforços empreendidos na atualidade para deixar as contas em dia, o Guarani é acossado pelo passado. Prova disso é a decisão proferida nesta semana pelo  juiz Herivelto Araujo Godoy, da 8ª Vara Civil de Campinas e que determinou que o Guarani tenha 20% dos direitos econômicos sobre o jogador Gabriel Menino, hoje no Palmeiras, penhorados por uma dívida com o empresário Mauro Donizete de Oliveira, do Grupo Madri, de R$ 500 mil.

Sabe o que mais angustia? Esse tipo de assunto já deveria ter sido encerrado. Pelo menos se as promessas feitas desde 2014 se transformassem em realidade. Não podemos esquecer que um dos argumentos para acelerar a venda do estádio Brinco de Ouro era a chance de quitar dividas trabalhistas e administrar melhor os débitos da área cível e fiscal.

Sentença emitida em julho de 2015, estádio entregue para Roberto Graziano e a realidade se impõe em 2021: o Guarani tem novas dividas trabalhistas – ex-treinadores, por exemplo, entraram contra o clube- ,as pendências requisitam uma solução e na área cível tudo parece uma bola de neve.

Basta dizer que além dos R$ 500 mil devidos ao proprietário do grupo Madri, o Guarani enfrenta uma ação judicial da Sanasa que deseja receber mais de R$ 751 mil.

Reconhecemos as dificuldades. Não é fácil. Administrar com poucos recursos é duro. Mas que tudo isso é constrangedor, ah,  isso é.

(Elias Aredes Junior)