Guarani 2 x 0 Botafogo-SP: um time bugrino com cara, filosofia de jogo e bem posicionado em campo

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Com atuação de alto nível sob o aspecto tático e técnico, o Guarani venceu o Botafogo por 2 a 0, em jogo realizado na noite deste domingo, no estádio Brinco de Ouro e´válido pela fase inicial do Campeonato Paulista. O resultado deixou a equipe bugrina com 10 pontos do Grupo B. Agora, o foco está para a Copa do Brasil, no confronto de quarta-feira, contra o Avenida (RS), fora de casa. O próximo desafio pelo Paulistão será na segunda-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro.

Se existe algo prazeroso no ofício de cronista esportivo é quando você analisa e acompanha dois times com uma filosofia. Ou seja, os treinadores tem uma concepção de foto e existe organização. Foi o que se viu desde os minutos iniciais no Brinco de Ouro.

Osmar Loss fez mudanças no time titular e com objetivos claros. Ao escalar Deivid, a intenção foi liberar Ricardinho para executar a jogada de força e velocidade, uma de suas características. Deslocar Álvaro e Diego Cardoso pelos lados do campo ofereceu opções de construção de jogadas aos alas e deu consistência na formação das linhas defensivas quando ocorria a perda da posse de bola.

Ficar com a bola, aliás, era uma obsessão. E sempre com a bola transitando pelo gramado. Ou seja, se estava no lado direito tudo era direcionado ao lado oposto.  Thiago Ribeiro trabalhava com a missão de fazer as infiltrações e tinha como alternativas as bolas longas para explorar as costas do lateral-esquerdo Pará e assim ficar de frente para o gol e aproveitar-se da lentidão do zagueiro Plínio.

Que ninguém pense que o Botafogo estava frágil. Pelo contrário. Léo Condé armou o time com dois atacantes abertos (Felipe Saraiva e Pimentinha) para ficar em cima dos laterais bugrinos. No lado esquerdo, Felipe Saraiva atormentou pois Léo Principe não conseguia a retomada desejada e obrigava Ferreira a ficar no mano a mano.

Pimentinha era outro tufão e em das jogadas, saiu dentro da área e foi derrubado pelo volante Deivid. Na cobrança da penalidade, o atacante Bruno Moraes parou no goleiro Giovanni.

Foi o combustível necessário para o Guarani apertar o garrote e aos 40min sair na frente, quando Fernando Viana retomou a bola no meio-campo, passou a Ricardinho, que fez a arrancada e deu a bola de volta ao camisa 8, que encheu o pé e encontrou Thiago Ribeiro para estufar as redes.

Cada time seguiu um caminho diferente no segundo tempo. Sem abrir mão das jogadas pelos lados, o Botafogo passou a priorizar as tramas pela faixa central do gramado, mas faltava um trabalho mais efetivo do meio-campo. Quanto ao Guarani utilizava o feijão com arroz conhecido: bola parada (cujo escanteio era batido no segundo pau e na direção do zagueiro Ferreira) e contra-ataque. Criou oportunidades, perdeu várias e correu o risco de tomar o empate devido a marcação adiantada do oponente e que deixava o time próximo do gol. A casa só não caiu devido ao sistema de marcação em que sempre existiu um para executar o desarme inicial e de um a dois na cobertura prontos para saírem ao ataque.

A estratégia quase caiu por terra aos 39min, quando a cobrança rápida da Pantera pela ponta esquerda encontrou Felipe Saraiva, que mesmo em boas condições, desperdiçou.

O alivio definitivo chegou aos 44min, quando Diego Cardoso penetrou na área e definiu o placar. Uma vitória de uma equipe entrosada, com filosofia de jogo e bem posicionada. Inegável: Osmar Loss faz um bom trabalho. E o Guarani, com 10 pontos, virtualmente já assegurou sua permanência na divisão de elite. Agora é pensar na classificação.

 

FICHA DO JOGO

GUARANI

Giovanni; Léo Príncipe, Ferreira, Victor Ramos e William Matheus; Deivid (Fabricio Bigode), Ricardinho e Álvaro (Lucas Crispim); Thiago Ribeiro (Romisson), Diego Cardoso e Fernando Viana. Técnico: Osmar Loss.

BOTAFOGO

Rodrigo Viana; Lucas Mendes, Ednei, Plínio e Pará; Willian Oliveira, Evandro e Diones (Nadson);

Pimentinha (Marlon Freitas), Felipe Saraiva e Bruno Moraes (Rafael Costa). Técnico: Léo Condé.

 

Gols: Thiago Ribeiro aos 40min do primeiro tempo; Diego Cardoso aos 44 minutos do segundo tempo

Renda: R$ 56320

Público: 3356

Cartões Amarelos: Ricardinho, Plínio, Diego Cardoso

Juiz: Luiz Flávio de Oliveira

Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas

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