Guarani, Osmar Loss e a comprovação: o dérbi não é um jogo qualquer. Por Klayton Vendemiatto

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Existem frases no futebol, sobretudo em clássicos, mais ainda em dérbis, que já se tornaram verdadeiros clichês. Jogo da vida, jogo do ano, final de campeonato.

Atitudes também são comuns: estratégias de treinos fechados, escalações guardadas a sete chaves e aquele reforço de última hora que saiu do departamento médico também compõem o leque de notícias que antecedem o confronto.

E foi justamente esse o erro do Guarani. Distanciou-se da torcida, isolou-se em concentração, montou exatamente o mesmo esquema que utiliza desde o princípio do campeonato e que, conforme dito por Jorginho em sua coletiva pós jogo foi amplamente estudado no jogo contra o Ituano.

O Guarani tratou o dérbi justamente da única forma como não deve ser tratado: apenas mais um jogo dentro do campeonato.

O dérbi é um jogo para ser vivido. um jogo para ser sentido. Para se ter presente na mente o que o torcedor espera de um jogo como esse.

Osmar Loss ignorou todos esses aspectos. Convicto, manteve um esquema tático que até então não agradava a torcida, a imprensa e todos que acompanham futebol. Em nenhum momento foi capaz de criar situações táticas diferentes que pudessem alterar um cenário durante a partida. Resultado: o adversário sabia exatamente como Guarani se apresentaria e mais: sabia exatamente como neutralizar essas ações.

Distanciou o time da torcida justamente quando a equipe mais precisava da proximidade com quem poderia injetar ânimo e fazer com que entrassem no espírito do dérbi.

Não “pilhou” os jogadores, para entenderem que o jogo merecia uma dose extra de vontade que superasse muitas vezes o plano tático.

Osmar Loss e os jogadores do Guarani entraram em campo como entrar em qualquer outro jogo do campeonato. E ignoraram que o dérbi não é apenas mais um jogo.

O resultado foi o que se viu em campo, no placar e no pós jogo. Um time sem vibração, emocionalmente instável, com um placar dilatado e indo ao mercado buscar um novo comandante.

Talvez ao Guarani fosse necessário fazer o que as grandes empresa fazem. Aos jogadores e, principalmente o novo treinador que chegará, um processo de integração muito bem feito. Mostrando o que é o Guarani, qual o seu DNA e o que significa o dérbi campineiro.

o Guarani comprovou: o dérbi não é um jogo qualquer. E comprovou da maneira mais amarga possível.

(artigo escrito por Klayton Vendemiatto-Especial para o Só Dérbi)

3 Comentários

  1. Infelizmente devido a incompetência de seus dirigentes, não perder o dérbi já proporciona uma grande alegria pros torcedores das equipes campineiras, vencer então é entrar em estado de transe.

    Acabado o efeito psicótico do dérbi, as torcidas da Ponte e Guarani devem por os pés na realidade e cobrarem de suas diretorias pela eliminação no fraquíssimo paulistinha pelas fortíssimas equipes do Red Bull e Novohorizontino. Diversos erros de montagem de elenco e comissão técnica foram cometidos e, pra não variar, vão tentar terceirizar as besteiras.

    Se forem inteligentes, as equipes campineiras devem esquecer esse torneio de consolação que é o torneiro do interior e se focarem 24/7 na Série B, erros semelhante aos do paulistinha podem facilmente resultar num rebaixamento.

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