Matheus e a busca de afirmação (ou de compreensão) na Ponte Preta

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Ao marcar dois gols nos últimos 180 minutos, o armador Matheus Vargas deveria receber um crédito de confiança da torcida da Ponte Preta. Bem ou mal, suas conclusões asseguraram quatro pontos a Alvinegra. Não é o que acontece. Assim que a bola rola,  a torcida pontepretana, seja nas arquibancadas ou nas redes sociais não tem a boa vontade como sócia. Critica, pega no pé e por vezes pede sua saída. O que acontece?

Ninguém aqui será louco dizer que o atual camisa 10 pontepretano não conhece do ofício. Passa bem, tem visão de jogo e é capaz de passes longos que deixam seus companheiros na cara do gol.

O futebol atual pede e exige armadores ou atacantes com dinamismo. Que apareçam e se apresentem os 90 minutos. Tenham recomposição rápida e saibam acelerar o jogo na hora. Talvez este seja o problema de Vargas. Sua produção inconstante, com altos e baixos, irrita um torcedor que por vezes (com razão) adota a ansiedade. Quer a vitória para ontem.

Das duas ou uma: a torcida compreende o estilo de Matheus Vargas e passa a se deleitar com seus lampejos decisivos ou o atleta fica enquadrado naquilo que deseja o futebol moderno e as arquibancadas. Ficar no meio do caminho não vai resolver nada.

(Elias Aredes Junior)

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