Na Ponte Preta, desde 2011, o treinador já sabe: fica no cargo por 141 dias. E vira vilão!

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Desde 2011, a Ponte Preta virou um ringue político. O presidente de honra, Sérgio Carnielli, teve embates e rompimentos com Márcio Della Volpe, José Armando Abdalla Junior, Gustavo Valio e outros pontepretanos de renome histórico.

As discussões invadiram o noticiário e deixaram em segundo um fator essencial: a incompetência na gestão do futebol. Uma prova? Basta dizer que desde 2011, a Macaca teve 24 trocas de treinadores e cada profissional teve em média 141 dias de trabalho. A conta não inclui aqueles que ocuparam o cargo interinamente.

Culpados não faltam para enumerarmos neste show de trapalhadas. Começa por uma gestão errática no departamento de futebol profissional, que teve uma linha de trabalho consolidada apenas no período de 2010 até meados de 2013.

Existe um motivo: um perfil foi definido. Teria que ser um técnico emergente, estudioso, com sede de vencer e sem vícios. Um modelo, diga-se de passagem formulado por Niquinho Martins e Della Volpe e que teve continuidade com Marcus Vinicius e Ocimar Bolicenho. Que, no entanto, quebrou a orientação com a chegada de Paulo César Carpegiani.

Depois da queda á Série B, a Ponte Preta virou um laboratório, com diversos perfis profissionais. Jovens como Dado Cavalcanti e Sidney Moraes; Gente com tarimba como Vadão e Jorginho; E outros identificados com a torcida, cujo caso mais notório é do atual técnico João Brigatti e de Mazola Júnior. Pergunto: como obter sucesso sem uma linha de conduta clara? Não dá.

O futuro não oferece esperança. Todo ano, erros de contratações são remendados com a troca de comando técnico. Um elixir para a tirar a febre. Mas a doença continua presente. Fato é que a Ponte Preta arrebenta com o trabalho de qualquer treinador. E estilhaça o coração da torcida.

(Elias Aredes Junior)