quinta-feira , 18 outubro 2018
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PAV: Prepotência, Arrogância e Vaidade. O vírus que destrói a Ponte Preta dia a dia. E ninguém percebe

Foi uma semana atribulada na Ponte Preta. A reunião do Conselho Deliberativo, a derrota para o Brasil de Pelotas e a demissão do técnico Marcelo Chamusca transformou-se em ingredientes suficientes para transformar o clube em um autêntico caldeirão.

Informações, análises e pensamentos eram transmitidos de maneira virtual, quase instantânea, tanto por partidários da situação como da oposição. No exercício do meu ofício de jornalista, precisei carregar o celular por diversas vezes, tamanha a troca de mensagens.

Teve sua validade.

Ao refletir e pensar sobre as conversas que tive com conselheiros e torcedores, cheguei a conclusão sobre o real motivo da Macaca nunca avançar, jamais conseguir viabilizar uma linha de trabalho  e colher os resultados esperados. Vou definir como um vírus e uma sigla: PAV. Traduzindo: Prepotência, Arrogância e Vaidade. É preciso realizar uma análise pormenorizada de cada palavra para entender a amplitude do PAV e seus danos tanto na situação quanto na oposição.

De acordo com definições sociológicas, o  prepotente é uma pessoa muito poderosa e influente que abusa do seu poder e autoridade.

Não, ninguém abusa do seu poder e autoridade na Ponte Preta. No entanto, não há como negar que existem personalidades poderosas e influentes como Sérgio Carnielli e Vanderlei Pereira e que geram controvérsias e ressentimentos com suas decisões.

Ou seja, o poder que emana deles não produz aglutinação e sim separação. Deveria ser motivo de preocupação e análise por parte deles. Por que tantas pessoas ficam ressentidas com minhas decisões? Por que eu não tenho a inserção de antigamente? Não se pode apenas possuir poder. É preciso saber usá-lo.

A arrogância também está presente, tanto na oposição como na situação. Em poucas palavras, a arrogância é uma característica negativa de um indivíduo que carece de humildade, que se sente superior aos outros. Ser arrogante significa ser altivo, prepotente, ter a convicção que é especialista em vários assuntos e, por isso, não tem interesse em ouvir outras opiniões. Quantas pessoas destas já passaram na Ponte Preta em seus 118 anos? Gente que considera o dono da “cocada preta”, seja na parte administrativa ou no futebol. Não soube dividir conhecimento e nem formar lideranças.

Resultado: hoje a Ponte Preta é um clube sem quadros, ou seja, de pessoas talhadas e preparadas para serem presidentes, diretores de futebol, responsáveis pelas categorias, entre outras missões. Todos querem ser reis. Ninguém cogita ser súdito. No final, o reino está vazio.

Não para nisso. A vaidade completa  a trinca desastrada. Quem chegar ao dicionário, verá que a expressão tem como um dos significados a “valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros”. Nem preciso esticar a explicação.

Eu vejo tais palavras, confronto seus significados e repenso: quando a Ponte Preta fará jus a sua história e apostará no trabalho coletivo, no pensamento altruísta, sem individualismos para derrotar este vírus letal? É preciso que a torcida e seus grupos políticos buscam “remédios” e tratamentos que exterminem esta doença que impede que uma agremiação centenária cumpra o seu papel na história. É hora de ir á luta. Aliás, passou da hora.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

 

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1 Comentário

  1. Infelizmente esses comportamentos acabarão levando a Ponte de vez para o buraco, a torcida ha muito já percebeu toda essa palhaçada, é por isso que ela não se satisfaz mas com uma colocação honrosa na tabela, ela quer o time entre os primeiros ou nada já são 118 anos de enganação ou fazem a coisa certa ou serão forçados a acabar de vez com a Nega Véia. Todo ano , a mesma coisa, laboratório no estadual para montar um time para o Brasileiro, se da certo vende os jogadores que se destacaram e o Brasileiro passa a ser outro laboratório e a torcida que aguente os vexames. Se o plantel não fosse zerado todos os anos como os dirigentes costuma fazer e melhorados pontualmente, nos já tínhamos colhidos resultados muitos melhores que o ridículo alcançado e muito comemorado pelos dirigentes em 2016.

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