domingo , 20 janeiro 2019
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Pode mudar? Pode. O futebol é louco. Mas por que hoje são improváveis as chegadas de Guto Ferreira ou de Jorginho na Ponte Preta?

Não há como esconder a vulnerabilidade do futebol. Tudo muda em questão de minutos. Diria segundos. A verdade de hoje pode virar a mentira de amanhã. Vice-versa. As notícias aparecem de maneira abrupta e não dão aviso. Quando ocorre a troca de treinador, seja quem for, não há como fugir do roteiro.

A Ponte Preta vive tal situação após a saída de Doriva. A aposta está sobre João Brigatti. Se vencer o Goiás e encampar uma série de bons resultados, a manutenção é a decisão lógica. Conhece o clube, detecta a características dos jogadores e tem bom discurso motivacional.

Isso não impediu a torcida de especular nomes, sonhar com novos quadros. Alguns dos citados nas redes sociais foram Jorginho, desligado ontem do Ceará, e Guto Ferreira, demitido do Bahia após a derrota para o Grêmio.

Sinto dizer, mas por enquanto (por enquanto!) parece um sonho inútil. Repito: os fatos podem mudar e um dos dois ser contratado. É do jogo. Existem fatos práticos que impedem sequer a menção de seus nomes no estádio Moisés Lucarelli.

Guto Ferreira é um dos melhores treinadores de campo que já vi. Faz o jogador evoluir. Tem sólidos conceitos táticos e sabe como poucos armar um sistema defensivo. Não foram à toa suas duas passagens pelo Bahia e pelo Internacional.

Para o mundo do futebol e para muitos que se encontram na Ponte Preta, Guto tem um defeito: ele quer controle de absolutamente tudo. Monta seus times e elenco da sua cabeça e ouve os auxiliares técnicos. E só. Nada de palpite de dirigente, olheiro, aspone… nada disso.

A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso é única e tão somente dele. Em um futebol lotado de dirigentes vaidosos e com vontade de ser o “pai da criança”, uma figura como Guto Ferreira, com ânsia de fazer seu trabalho de modo correto, chega a ser um acinte.

Com Jorginho, o drama é outro: ele ousou sonhar. Juntamente com Márcio Della Volpe, tomou a decisão de escalar força máxima na Sul-Americana e lutar pelo título. A resolução desagradou o presidente de honra, Sérgio Carnielli, que queria a manutenção na divisão de elite a qualquer custo. O resto da história todo mundo sabe: a Ponte Preta perdeu a final para o Lanús, foi rebaixada na Série A e Jorginho ganhou um desafeto para sempre.

Se não bastasse os fatos citados acima, existe outro: questão econômica. Jorginho e Guto Ferreira encontram-se hoje em patamar salarial acima das condições da Ponte Preta. Rendimentos de, no mínimo, R$ 200 mil mensais.

Mas que fique claro: a culpa não é deles e sim do atual grupo político que não evitou o rebaixamento e a consequente perda de receita. Que os profissionais da bola não sejam crucificados pela ineficiência dos outros.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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