Ponte Preta na Copa do Brasil: poderia ser melhor? Com certeza. Mas não foi a tragédia que muitos alertam

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A Ponte Preta tomou um gol aos 46 minutos do segundo tempo diante do América Mineiro, o que foi suficiente para provocar uma saraivada de criticas em cima dos jogadores e do técnico João Brigatti.

Nem tanto no céu e nem tanto na terra. Ponderação é uma qualidade exigida e todos os personagens envolvidos podem tirar lições preciosas.

A Macaca encarou um adversário qualificado, que vai brigar pelo acesso até a última rodada e com um técnico experiente chamado Lisca.  Aproveitando-se da desvantagem pontepretana no meio-campo, o América Mineiro aproveitou-se disso para povoar o setor, criar oportunidades e chegar ao empate na primeira etapa. Mais: obteve o segundo gol graças a falhas individuais de Ernanes, Ivan e do zagueiro Alisson.

Pense que no meio disso tudo a Ponte Preta teve um sopro ofensivo para marcar dois gols, graças a assistências de Bruno Rodrigues, aquele que na última rodada da Série B, contra o Botafogo de Ribeirão Preto deixou o torcedor com os nervos à flor da pele pelos sucessivos erros. Exibiu  poder de reação.

Qual lição permanece? Que os jogadores precisam atuar de modo mais concentrado, evitar os erros individuais e que o time ressente-se da ausência de Camilo, não só por sua qualidade técnica mas porque preenche o setor de criação como poucos. Tanto que a entrada de Luan Dias proporcionou uma melhoria no segundo tempo.

Não podemos viver na gangorra. Algumas situações não mudam. Para aguentar o tranco da Série B, o elenco da Ponte Preta em sua parte ofensiva tem trunfos interessantes. Claro, desde que as pixotadas não virem rotina.

(Elias Aredes Junior)