Prestação de contas demonstra: dirigentes do Guarani precisam nutrir tesão. Para quê? Comunicação direta com o torcedor

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Apesar dos problemas técnicos, reafirmo que considero positiva a iniciativa do presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Galli, do presidente Ricardo Moisés e do superintendente executivo de futebol, Michel Alves de prestarem contas sobre tudo aquilo que aconteceu na temporada que se encerrou. Obedeceram ao estatuto. Ponto. Em um país que não nutre zelo pelo cumprimento das leis é um avanço. E penso que o evento serviu para alguns ajustes sejam feitos.

Exemplo disso é a insistência dos torcedores em repudiar a renovação de contratação do volante Marcelo. Muitos não aceitam. A explicação de Ricardo Moisés é que o salário do volante foi mantido e que o atleta cresceu de produção na reta final da temporada. Tanto Felipe Conceição como Allan Aal pediram sua permanência.

Explicação coerente e na qual eu concordo. Sim, é verdade que Marcelo teve partidas pavorosas. Mas também é verdadeiro que o volante também foi outro recuperado pelo técnico Felipe Conceição. Prova disso foi sua atuação de alto quilate técnico e tático na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense.

Se isso foi registrado no gramado, por que a torcida não assimilou? Resposta simples: faltou comunicação. Existiu ausência de presença. Detalhe: a atual assessoria de imprensa têm responsabilidade zero. Zero total.

É o dirigente que precisa entender que é preciso aparecer até semanalmente se for preciso para se colocar a disposição dos repórteres e que ele também possa enfatizar pontos que estão obscuros. Não basta informar. É preciso formar o torcedor. Dotá-lo de dados e a noção de conjuntura para que ele compreenda o momento. Tenho certeza de que Michel Alves, por exemplo, fosse mais presente, por exemplo, com entrevistas exclusivas para emissoras de rádio, portais de internet e lives essa implicância com Marcelo teria uma diminuição relevante. Só que não adianta a assessoria de imprensa ser antenada se o dirigente não entender daquilo que encara no cotidiano de nada adiantará.

O evento de segundo não pode exceção. Tem que ser transformada em uma saudável rotina. Para o bem do Guarani. (Elias Aredes Junior- Thomaz Marostegan-Guarani F.C)