Técnicos estrangeiros colhem frutos no Brasil. Será que um dia vão buscar espaço no futebol campineiro?

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Abel Ferreira, Paulo Sousa, Vitor Pereira, Luis Castro. A escola portuguesa domina o Brasil. O Palmeiras tem no técnico de 43 anos o seu xodó. Bicampeão da Copa Libertadores, vencedor da Copa do Brasil e campeão paulista. Vitor Pereira aos poucos conquista o coração do torcedor corinthiano.

A vitória por 3 a 0 sobre o Avaí lhe dá folego para implantar a sua filosofia de trabalho e enquadrar alguns astros, como o centroavante Jô, que agora parece disposto a emagrecer após o ultimato do comandante.

No Flamengo, Paulo Sousa pode respirar aliviado após a atuação contra o São Paulo e o triunfo por 3 a 1.

E neste domingo um novo postulante português ao estrelato pode ter aparecido: Luis Castro, técnico do Botafogo, que venceu o Ceará por 3 a 1 em pleno Castelão. Com autoridade.

Claro, não podemos esquecer dos argentinos. Fabian Bustos faz aquilo que pode com o Santos e Juan Pablo Vojvoda, apesar dos solavancos recentes, levou o Fortaleza a Copa Libertadores. No Coritiba, Gustavo Morinigo teve tempo e paciência por parte da diretoria do Coritiba para galgar o acesso na Série B e a conquista do Campeonato Paranaense.

Em poucas linhas conseguimos traçar as virtudes dos técnicos estrangeiros que atuam no futebol nacional. Fica a pergunta: até quando o futebol campineiro ficará alheio a essa onda?

Não, ninguém está pedindo a cabeça de ninguém. Daniel Paulista está prestes a completar um ano de estadia e o seu saldo é positivo: sexto lugar na Série B do Brasileirão, e uma participação digna nas quartas-de- final do Paulistão contra o Corinthians. Eliminação para o Vila Nova? Ok, é para se lamentar. Mas outros fracassaram.

Quanto a Hélio dos Anjos é injusto cobrar e malhar um trabalho que está apenas no início.

Mas tudo no futebol tem começo, meio e fim. Um dia estes postos estarão vagos. Na atual conjuntura, o que fazer: apelar para jovens valores que ainda não foram experimentados na Série B? Arregimentar profissionais experientes que, no fundo, vão produzir o feijão com arroz que todos esperamos?

Antigamente, o interior paulista era riquíssimo em revelações. Técnicos eram revelados assim como atletas. Hoje o cenário mudou. Mesmo o último dos moicanos que apareceu, Umberto Louzer, hoje está longe do patamar financeiro de Ponte Preta e Guarani.

Fica a indagação: será que um treinador uruguaio, paraguaio, argentino ou até português, que encontram-se nos pelotões intermediários de seus países não poderiam apresentar algo de novo para o futebol campineiro em um futuro próximo?

Será que esses profissionais não poderiam utilizar o futebol do interior de São Paulo, e especificamente Ponte Preta e Guarani, para se desenvolverem e automaticamente desenvolver o clube.

Hoje é um tema adormecido. Mas que em um momento será despertado. Basta esperar.