Uma análise sobre Bidu, Rodrigo Andrade e a preservação da imagem do Guarani

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Reportagens esmiuçaram a confusão que envolveu Rodrigo Andrade e Bidu no confronto diante do Novorizontino. Erro na saída de bola, xingamentos de parte e a troca de socos que culminou com a expulsão dos dois atletas e desfalques automáticos para o clássico de quarta-feira diante da Ponte Preta.

Matéria no UOL assinada por Danilo Lavieri afirma que a punição não vai passar de cestas básicas a serem pagas pelos atletas. Segundo o texto, a direção do clube não quer superdimensionar o episódio.

Respeito a decisão. Afinal, os dirigentes encontram-se no convívio do dia a dia. Sabem aquilo que podem fazer e qual a reação de seus subordinados. Mas cá entre nós: é difícil de engolir.

Em determinadas situações, avaliações podem e devem ser subjetivas. Vamos ao ponto: qual o tamanho do prejuízo sob o ponto de vista institucional da postura dos dois jogadores? Imagens sendo repetidas em telejornais, a cena sendo reprisada nas redes sociais…Vergonha, vergonha. O principal, a vitória sobre o Novorizontino, ficou em segundo plano.

Fica todo mundo autorizado a pensar o seguinte: que lugar é esse em que dois jogadores se engalfinham diante de câmeras para todo o Brasil? Existe comando? Quem está à frente disso tudo? Como permitem chegar a esse ponto? Dirigentes não tem culpa pelo episodio. Mas a impressão ficou. E não fizeram nada para apaga-la.

Uma repercussão que replica na própria torcida. Não foram poucos os torcedores bugrinos que chegaram a perguntar se o vestiário estava rachado. Fale não e receberá como resposta a desconfiança. As informações que tenho dizem que não está. E acredito. No entanto, como fica a informação diante da cena de pugilismo? Difícil competir

Allan Aal foi lúcido na entrevista coletiva. Dizia que isso seria tratado internamente. O que traria satisfação aos torcedores e a opinião pública? Certamente um desconto nos salários dos dois atletas. Afastamento dos treinamentos? Nada disso. Seria punir a instituição.

Qual seria o patamar do desconto? Quarenta por centro? Trinta? Pouco importa. O que a torcida do Guarani esperava é que não passasse batido.

A premissa da decisão é da diretoria. Eles é que sabem o que acontece. Mas se for confirmada a punição por intermédio de cestas básicas, vai ficar a sensação de impunidade no ar. E isso é péssimo.

(Elias Aredes Junior)