O futebol avança. O Guarani patina. A torcida quer reação. Quando vai acontecer?

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No dia 30 de novembro de 2023, o CEO, Ricardo Moisés, apresentou o Superintendente de Futebol, Juliano Camargo e disse a seguinte frase aos jornalistas presentes na sala de imprensa: “Vou colocar os objetivos de forma clara. É importante diferenciar objetivo de obrigação. Coloco o acesso como objetivo, e como obrigação a nossa classificação para as quartas de final do Paulista. Tem que ter compromisso e falar que tem obrigação de chegar entre os oito do Paulistão”.

Deu tudo errado. Deu tão errado que Moisés foi afastado de suas funções no Departamento de Futebol e ficou apenas na parte administrativa. A equipe terminou com 10 pontos e chegou a ficar na zona de rebaixamento. A frase foi atropelada pelos fatos.

Os rivais atropelaram. A principal rival da cidade foi goleada pelo Palmeiras, mas chegou entre os oito melhores e ficou a frente do Alviverde no grupo B: 17 a 10. Na questão da Copa do Brasil, o Guarani viu Santos, São Paulo, Palmeiras, Red Bull Bragantino e Novorizontino assegurarem vagas para a competição de 2025.

Equipe de Novo Horizonte que, aliás, ficou em quinto lugar na Série B com 63 pontos, um atrás do Atlético-GO, integrante da divisão de elite. Ou seja, um trabalho feito por um clube muito mais sólido. Neste contexto, até quem tem capacidade mediana se sobressai. 

Esse cenário é mais do que suficiente para mostrar que algo precisa ser feito. Fazer mais com menos. Ser mais assertivo nas contratações. E contratar um Superintendente de Futebol para fazer o papel de executivo e não contratar mais uma pessoa e deixar Danilo Silva com praticamente as mesmas atribuições. 

O futebol voa. E o Guarani anda a passo de tartaruga.

(Elias Aredes Junior e foto de Raphael Silvestre-Guarani F.C)