domingo , 22 outubro 2017
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Análise: Guarani e os adversários a serem derrotados: Batatais e o terceiro cartão amarelo

Partidas decisivas são cercadas de armadilhas. É o lance afoito que gera expulsão, o juiz que marca um pênalti inexistente, o treinador expulso do banco de reservas em hora imprópria ou a queda de produção do principal jogador.

O Guarani tem tais características anotadas em uma cartilha e os cuidados devem ser redobrados diante da quantidade de jogadores pendurados com dois cartões amarelos: os zagueiros Genilson e Diego Jussani, o lateral-esquerdo Denis Neves e os meias Bruno Nazário e Fumagalli. Em caso de classificação às semifinais, qualquer suspensão produzirá  prejuízo devastador.

Perder um dos componentes da zaga quebraria o entrosamento e o posicionamento realizado pelo técnico Vadão e que fez o time tomar apenas três gols nos últimos seis jogos. Mesmo que Alef tenha condições disputar um jogo de série A-2, a perda de uma peça na fase decisiva é indigesta.

Com Dênis Neves o drama seria idêntico. Concordo com a corrosão de sua credibilidade devido a suas falhas de marcação e a queda de rendimento físico na reta final dos jogos. Argumento irrefutável: é da posição e tem uma bola parada eficiente, requisitos inexistentes em Gilton. Que, aliás, não deixa saudade nenhuma no torcedor.

A dor de cabeça maior seria gerada pela perda de Fumagalli ou de Bruno Nazário. Ou dos dois. O primeiro é o líder natural. Encontrou sua posição ao ficar mais próximo de Eliandro e sem obrigação de marcação devido a voluntariedade de Uéderson para auxiliar o lado esquerdo e de Bruno Nazário o direito.

Quando o time está todo marcado, o camisa 10 bugrino tem uma bola parada venenosa e decisiva. Sem contar a eficiência máxima nas cobranças de pênalti. Impossível desprezar a sensação de insegurança gerada nas arquibancadas e nos próprios companheiros sem a presença de um atleta de 39 anos e capaz de definir o jogo em uma única jogada.

Com Bruno Nazário, o impasse não é menor. Vadão extraiu o seu potencial técnico e sua velocidade, essencial para puxar o contra-ataque pelo lado direito e aproximar-se da grande área tanto para o arremate como também servir de “garçom” ao centroavante Eliandro. Apesar de esforçados, nem Marcinho e Renato Henrique teriam condições de suportar e executar as tarefas.

A saída? Depende única e exclusivamente dos jogadores. Cabeça fria, não cair em provocações e ficar atento ao clima do jogo. Que certamente será disputado em alta tensão. E não vai tolerar atitudes inconsequentes e infantis.

(análise feita por Elias Aredes Junior)

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