Ponte Preta, momento perigoso e o silêncio dos aliados

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Eu não preciso gastar o meu latim para reconhecer a grave crise pelo qual passa a Ponte Preta na Série B. A equipe está a um ponto da zona do rebaixamento, o desempenho contra o Atlético-GO foi irreconhecível e o silêncio impera nos corredores do Majestoso. Eu me refiro ao silêncio dos aliados da Diretoria Executiva.

Falo sobre os componentes da Diretoria Executiva, e do MRP, que foi peça fundamental para a vitória ocorrida em novembro de 2021. Não há nenhuma palavra ou declaração sobre o atual quadro. Como eles avaliam o atual momento do time? O que vão fazer ? Existem cobranças sobre o presidente? Quais? De que forma? Com qual objetivo? A torcida, com razão, considera que o silêncio dos aliados é um sinônimo de omissão em relação a campanha decepcionante na Série C e a possibilidade mais do que real de briga contra o rebaixamento até a última rodada.

Neste contexto, é preciso fazer uma separação e realizar uma cobrança em direção da Velha Guarda do Conselho Deliberativo. Homens que viveram o clube por décadas e agora, em sua maioria, encaminham um apoio incondicional ao presidente Marco Antonio Eberlin. Alguns até já ocuparam a presidência.

Questionamentos devem ser feitos: que motivos levam a tal apoio? A motivo é ressentimento com o grupo que está hoje na oposição e que nunca deu atenção e apoio aos dirigentes históricos? O que levam a ficar em silêncio diante de campanha com tão baixo desempenho na Série B?

Ninguém está com promoção de caça às bruxas. Só considero que em um instante tão importante na história da Ponte Preta, o silêncio é o passaporte para o desastre. Sim, a democracia é barulhenta. E seu barulho deixa todos em sinal de alerta. E provoca medidas de quem está no poder. Que isso seja aprendido. Antes que seja tarde.

(Elias Aredes Junior-foto arquivo Pontepress)