Ponte Preta prefere trabalhar sem ilusões e com pé no chão. Melhor assim!

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Estamos na reta final de preparação da Ponte Preta para o Campeonato Paulista. E existe um fator que não devemos ignorar. Ao contrário de anos anteriores, não há venda de ilusões. O torcedor sabe que o time é mediano , vai utilizar o vigor físico para ganhar os jogos, não exitará em apostar no contra-ataque e que, caso aconteça uma chegada às quartas-de final é porque a equipe superou os seus próprios limites.

Dou crédito a esse cenário pela postura de João Brigatti. O treinador pontepretano pode não ser um erudito, alguém com capacidade de formular frases bonitas e impactantes, mas ele tem uma vantagem: ele conhece o torcedor pontepretano. Ele sabe que as arquibancadas não suportam conceitos enganosos. Ou é ou não é. Ou alguém esqueceu que no ano passado chegaram a prometer acesso? Não dá.

A grana é curta, as dividas não foram totalmente sanadas e não dá para cantar vitória antes do tempo. Percebam que o perfil de reforços tem alguns fatores que se conectam. O primeiro grupo é formado por atletas que estiveram envolvidos em estruturas fracassadas e agora querem dar a volta por cima especialmente porque acreditam no potencial do clube.

Outros jogadores tem como característica o desbravamento, a vontade de triunfar em competições de ponta. Nem preciso dizer que os atletas estrangeiros se encaixam neste desenho apresentado. Sem contar os outros atletas claramente com perfil de disputa de Série B, da zona intermediária de classificação. Ou seja, a meta principal é jamais passar susto em 2024.

É o ideal? Não, não é. Seria muito mais prazeiroso analisar uma Macaca destemida, ofensiva e talentosa. Com fome de títulos. Mas neste começo de ano, tanto João Brigatti como Marco Eberlin decidiram rarear os discursos e apresentar os resultados na etapa seguinte. Sem iludir o torcedor. É amargo, é dificil descer mas tem  a verdade como ingrediente principal. Melhor assim.

(Elias Aredes Junior-com foto de Marcos Ribolli-Pontepress)