13/05/1991: Guarani 1 (5) x (4)1 Coritiba: 30 anos de uma equipe que conquistava no gramado e sabia o significado de defender o Alviverde

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Era uma segunda-feira. Dia 13 de maio. Abolição dos escravos. Foi também a libertação do Guarani. Nesta quinta-feira completam-se 30 anos do jogo em que o Guarani venceu o Coritiba por 1 a 0 e na decisão por pênaltis venceu o time paranaense por 5 a 4. O pênalti decisivo foi convertido por Edson Abobrão enquanto que o goleiro Marcos Garça defendeu a batida de Nardela.

O confronto fechou com chave de ouro uma campanha épica. Reconhecido pelo então presidente Beto Zini, era uma equipe limitada, mas que entregava a alma em campo. Liderados pelo técnico Pepe, a equipe desbravou o interior paulista e colheu resultados épicos. Contra o Botafogo de Ribeirão Preto, um empate por 1 a 1 no estádio Santa Cruz enquanto que no Brinco de Ouro a igualdade sem gols garantiu a vaga. Posteriormente, contra o Noroeste, um empate em casa e um triunfo por 2 a 0 no estádio Alfredo Castilho assegurou a classificação.

Na decisão contra o time coxa branca, a equipe bugrina vinha pressionada. A derrota por 1 a 0 no estádio Couto Pereira obrigava a uma reação. O pênalti desperdiçado pelo zagueiro Pereira aos 14min do primeiro tempo prenunciava  jogo difícil. Só que o mesmo Pereira, aos 45 minutos da etapa inicial explodiu de alegria os mais de 15 mil bugrinos presentes no Brinco.

Segundo tempo tenso mas sem gols. O desfecho na cobrança de pênaltis celebrou o fecho de ouro.

Seria um jogo qualquer para uma equipe com capítulos inesquecíveis. Existe um detalhe: o time de 1991 entrou para a história pela raça, dedicação, superação e entrega no gramado. O torcedor do Guarani reconhecia as limitações mas sabia que os jogadores se entregavam de corpo e alma, cujo símbolo era o volante Valmir e o goleiro Marcos Garça.

Engana-se quem determina o sonho do torcedor em reviver aquele time na questão da qualidade técnica. Longe disso. O espirito de luta daquele gera uma nostalgia e uma melancolia. É um Guarani que parece não querer voltar. Com espirito guerreiro e identidade. Uma pena. Fica a lembrança de uma equipe que sabia o significado e a dimensão de defender o Guarani.

(Elias Aredes Junior)