Até quando o Guarani viverá na ciranda das dívidas trabalhistas?

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Quando a crise financeira ficou insustentável começou a surgir a ideia de que vender o estádio Brinco de Ouro era a salvação da lavoura para o Guarani. A ideia começou com Leonel Martins de Oliveira e retornou com força na gestão de Horley Senna.

Qual era a mecânica? Entrega-se o complexo do Brinco de Ouro para o empresário Roberto Graziano e em troca ele forneceria dinheiro para pagar os débitos trabalhistas. Assim foi feito. Ótimo. Só que implicitamente existia uma obrigatoriedade: jamais contrair novas dívidas trabalhistas. Motivo: ainda existiam débitos nas áreas cível e tributária para serem quitadas.

De acordo com a lista registrada na ação publicada pelo juiz Rafael Martins, a expectativa foi quebrada. Pelo menos seis jogadores entraram com ações na Justiça e atuaram no Guarani 2015, ano, aliás, da sentença proferida pela Juíza Ana Claudia Torres Viana, emitida em julho daquele ano.

Atraso de Salário? Ausência de pagamentos de algumas verbas? Não sabemos. O que é certeza é que Raoni e Preto Costa, que atuaram em 2015, Evandro e Philipe Maia que estiveram entre 2016, 2017 e 2018 e  Georgemy, Mateus Silva, os dois com passagens em 2018 foram atrás de seus direitos.

Certo? Errado? Não sabemos. Horley Senna e Palmeron Mendes Filho, que ocuparam a presidência neste período que os atletas atuaram deveriam explicar porque o quadro chegou neste ponto.

Horley Senna administrou o Guarani de outubro de 2014 até julho de 2017. Palmeron, por sua vez, comandou a agremiação de julho de 2017 até setembro de 2019. Os dois foram os principais garotos propaganda da solução de venda do Brinco de Ouro e que isso significaria o fim das dívidas trabalhistas. Importante: posso discordar da gestão de Ricardo Moisés no Guarani, mas nesse “B.O” a sua responsabilidade é zero. Pode até encontrar-se equivocado, na formulação da proposta de pagamento, mas não tem culpa na formação do débito.

O fato é que foi iniciado um novo ciclo de dívidas trabalhistas nas duas gestões. Palmeron e Horley pisaram na bola? Ou foram os responsáveis pela tesouraria? Desconhecemos. E é por isso que os dois ex-dirigentes devem uma explicação a torcida bugrina, que não aguenta viver nesta eterna ciranda de débitos trabalhistas.

(Elias Aredes Junior)