Eleições no Guarani: ídolo do clube só serve para pedir voto?

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Tomo conhecimento sobre a presença de ex-jogadores no lançamento da Chapa da situação no Guarani. Por outro lado, a oposição provavelmente deverá contar com apoio de atletas que já estiveram no estádio Brinco de Ouro. Acho interessante esta movimentação em torno de ídolos bugrinos porque contrastam com aquilo que se verifica no cotidiano do clube. Indo direto ao ponto: ex-jogadores bugrinos parecem que só tem utilidade nos instantes de sufoco. Quando a maré é tranquila, a vaidade dos dirigentes permanecem.

Existem exceções como o ex-ponta esquerda João Paulo e o armador Renato Morungaba, envolvidos em trabalhos da instituição em momentos distintos.

Agora, vamos enumerar aqui uma pequena lista: Tite, Boiadeiro, Evair, Luizão, Amoroso, Djalminha, Ailton Queixada, Sorlei, Capitão, Careca, Bozó, Amaral, Zé Carlos, Jaime de Almeida, Sidmar, Edmar,Zenon, Julio César, Paulo André, Edu Dracena, Renatinho…Uma lista próxima do infinito.

Imagine o lastro de experiência vivido por esses atletas. Muitos atuaram no futebol europeu, conviveram com dirigentes e técnicos de altíssimo gabarito e jogaram em clubes médios e pequenos. Um patrimônio de conhecimento que não há como mensurar e medir. Incalculável.

Neste século, o único ex-jogador que ocupou cargo diretivo no Guarani foi o ex-jogador Neto. Só. Poderia ser diferente? Mas você poderia rebater com outra pergunta: e se esses jogadores não tivessem competência administrativa? Eu respondo com outra pergunta: o que impede de realizar uma reunião semestral para colher impressões e sugestões destes atletas? Será que não saíria nenhuma ideia factível para o departamento de futebol? Pense. Reflita.

Questões sentimentais à parte, a verdade é que o dirigente de futebol no Brasil – não só o Guarani – quer apenas o jogador como cabo eleitoral e na posição de papagaio de pirata. Sem interferir nos destinos do clube. Sem peso decisório. E os dirigentes depois que as urnas forem abertas querem que tudo continue como está. Melhor assim. Para eles.

(análise feita por Elias Aredes Junior)