Moisés gera interesse no mercado e o torcedor chora. Mas como resolver um problema que é estrutural?

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O medo prevalece no torcedor pontepretano. Após a saída do goleiro Ivan, o temor é pela possível perda do atacante Moisés. O Fortaleza estaria interessado em pagar os R$ 10 milhões de multa contratual, sendo que 10% pertencem ao Concórdia.

Se você para,pensa e raciocinar um pouco o problema não é a perspectiva de perder o jogador. Afinal de contas, a Macaca hoje é integrante do pelotão intermediário do futebol brasileiro.

Nada mais natural vender um jogador para fazer caixa para sobreviver e pagar as contas. O bicho pega quando verificamos que as últimas administrações da Alvinegra jamais formularam uma estratégia sequer para construir uma estrutura que se resguardasse. E nesse aspecto a participação das categorias de base seriam fundamentais.

Convenhamos: se a Alvinegra descobriu na sequência André Luiz, Bruno Rodrigues e Moisés foi fruto mais da perspicácia do executivo de futebol de plantão – no caso Gustavo Bueno- do que uma política séria voltada para descobrir talentos para suprir o time profissional.

Sim, eu sei que a tradição da Macaca é abrir espaço para zagueiros e goleiros. Mas não dá para apenas para se contentar com a tradição. É preciso ir além, fomentar talentos em todas as posições. É difícil? Quem disse que seria fácil?

Talvez essa seja a principal missão da nova diretoria. Fazer com que as categorias de base se transformem em alicerce para a formatação de novos talentos e principal foco de reposição para o time profissional.

Se nada for feito hoje lamentamos a saída de Moisés pelo futuro. No futuro será outro que será o alvo do choro e ranger de dentes.

(Elias Aredes Junior- Foto de Diego Almeida-Pontepress)