Na Ponte Preta, o empregado sempre precisa salvar a pele do patrão. Vida dura!

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Não deve ser fácil atuar em função subordinada no futebol. Não chuto. Os dirigentes cometem erro atrás de erro, são equivocados no planejamento e no final das contas é o treinador e o executivo remunerado que pagam o pato. Visualize este cenário e coloque o escudo da Ponte Preta no alto.

Chancelado pelo presidente Sebastião Arcanjo e pela diretoria executiva, os responsáveis pelo futebol profissional montaram uma equipe limitada, sem inspiração e de quebra com folha salarial próxima a R$ 1 milhão. Na beira da zona do rebaixamento, o torcedor chia, reclama, pede providências e quer explicações. Que o dirigente explique suas intenções.

O que faz a diretoria executiva? Excetuando-se um encontro virtual que tive com o diretor financeiro Décio Sirbone e uma entrevista coletiva realizada em junho, todos sumiram. Deveriam ser os primeiros a ir público explicar o que foi escrito por Heitor Esmeriz no Globo Esporte.com, quando ficou claro que quitar uma folha está longe de terminar com o pesadelo dos salários atrasados.

De acordo com o texto, o pagamento da CLT de junho que estava atrasada – venceu no quinto dia útil de julho, foi quitada. No entanto, ainda faltam o os meses de junho e julho dos direitos de imagem, que vencem a cada dia 28. Sem contar que a próxima folha da CLT vai vencer nesta sexta-feira (quinto dia útil do mês)..

E quem aparece para dar explicações? Aquele que absolutamente não tem nada a ver com a história, o técnico Gilson Kleina. “Não posso falar um “A” desses jogadores. Sempre focados e concentrados. Mostraram uma postura profissional incrível. Mas essa preocupação é de todos dentro da Ponte. Temos de salientar ao torcedor que os esforços são grandes para que isso (atraso) não aconteça. As coisas agora estão em dia, ninguém está cruzando os braços. Essa força que vai fazer diferença”, disse o treinador, em um discurso com a tentativa de defender a diretoria executiva.

Pois é, não deve ser mole trabalhar na Ponte Preta. Cada dia uma tempestade e você deve exterminá-la. Não é fácil.

(Elias Aredes Junior com foto de Diogo Almeida)