Novorizontino 1 x 2 Guarani: lidar com a realidade de peito aberto é libertador!

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Criar um mundo de fantasia não traz vantagem para ninguém. Adia apenas a administração do cenário real, com suas virtudes e defeitos. Talvez a melhor noticia da vitória por 2 a 1 do Guarani sobre o Novorizontino, neste domingo pela manhã no estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP) é que o técnico bugrino Marcelo Chamusca decidiu lidar com um atributo que foi rechaçado tanto pelo superintendente executivo de Futebol, Michel Alves e o presidente do clube, Ricardo Moisés. O conceito atende por um nome: Realidade.

Alguns falam por palavras e outros por atitudes. Marcelo Chamusca resolveu escolher a segunda opção.

Quando ele escala o time com três zagueiros Chamusca faz algumas declarações. O primeira é que ele não esqueceu a facilidade com que o Operário fez 3 a 0 diante do Alviverde na última rodada. Não esquece a ausência de marcação e a ausência de fechamento de espaços pelo meio-campo.

Ao escalar três zagueiros Marcelo Chamusca muda o foco. Antes, o Guarani queria encontrar um caminho para atacar. Agora buscava um caminho para se defender e depois balançar as redes do adversário. Sem reclamar, chiar ou fazer muxoxo. Lidar com a realidade. Esse é o mantra.

Os três zagueiros sofreram com os atacantes do Novorizontino, especialmente com Cléo Silva? Verdade. Mas sofreu muito mais por causa da qualidade técnica dos zagueiros, que é sofrível. Nenhum ostenta a qualidade necessária para a Série B. Então, os três zagueiros, mais do que para fortalecer a defesa, é para amenizar a interferência das limitações destes beques na conjuntura de cada jogo. Alias, cabe a pergunta: quem contratou? Pois é.

O que importa é que foi este cenário que abriu o horizonte para os gols de Rodrigo Andrade e Matheus Pereira e foi o que suportou a pressão gerada pelo Novorizontino a partir do gol feito por Cléo Silva.

Concordo, pouca coisa mudou. O Guarani continua no Z-4, a campanha é pífia, o elenco é limitadissimo, e a diretoria tem boa parte de culpa. No entanto, algo pode ser dito: existe um rumo. Antes não existia nada. Que este alento permaneça até a última rodada.

(Elias Aredes Junior com foto de Guilherme Veiga/Especial para Guarani FC)