O que motiva um jogador a atuar pelo Guarani? História, tradição e força da torcida. Pagar salário em dia? Não é virtude. É obrigação.

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Os dirigentes do Guarani, sejam os remunerados ou estatutários sempre vão querer convencer o torcedor de que eles são seres especiais e divinos, capazes de magicas e milagres para deixar o Alviverde como protagonistas do futebol brasileiro.

Nos últimos anos, o clube transformou obrigação em virtude. Ou seja, pagar os salários em dia, oferecer condições mínimas de trabalho, entre outros requisitos virou um feito de Hércules.  Ou se Sansão.

Neste embalo, surgem os torcedores de dirigentes. Acham que eles são predestinados a tirarem o Guarani do buraco. Um enfoque, messiânico, diga-se de passagem.

Quero pegar a contra mão. Evidente e lógico que boa administração conta para atrair jogadores do quilate de Régis, Andrigo e buscar a reposição com Giovanni Augusto, entre outros.

Só que é verdade que futebol é um mundo à parte. Posso citar clubes que, apesar da situação financeira caótica, ainda contratam atletas de qualidade e são competitivos. Vide os exemplos do Cruzeiro, Vasco da Gama, Botafogo – divida estrastoférica- entre outros.

Então o que faz o Guarani atrair jogadores? É isso que talvez os dirigentes não entendam. Ou não querem. Jornalistas, dirigentes são um cisco, um micróbio, perto daquilo que realmente importa: a história do Guarani e sua torcida.

No primeiro quesito, nem precisamos esticar a corda: Campeão Brasileiro, da Taça de Prata, participante de Libertadores, histórico de revelação de jogadores, entre outros requisitos. Sediada em uma região rica, com mais de 3,3 milhões de habitantes e com um calendário que não é de se desprezar. Pelo contrário. Copa do Brasil, Série B e Paulistão é uma bela vitrine. Não é para qualquer um.

E com uma torcida fanática, que cobra, mas incentiva de maneira intensa. Pergunto: isso não é atrativo?

Evidente e lógico que salário em dia é fundamental. Essencial. Ultrapassa muitas barreiras. E o Guarani deve pagar em dia. Sempre. Mas não se pode perde de vista o principal: a instituição, a sua história e torcida é o que realmente conta. Pagar salário é obrigação. De qualquer dirigente. Seja ele genial ou limitado.

(Elias Aredes Junior-foto de Thomaz Marostegan- Guarani F.C)