Quando tudo gira em torno do personalismo, a principal derrotada é a Ponte Preta

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As horas seguintes a confusão reinante no Conselho Deliberativo da Ponte Preta foi de rescaldo.

E de perplexidade. O quadro destruido do presidente de honra, Sérgio Carnielli, as agressões (injustificáveis) contra o ex-presidente Vanderlei Pereira e o ex-vice presidente Giovanni Di Marzio e o encerramento abrupto adotado pelo presidente do Conselho Deliberativo, Tagino Alves dos Santos. Uma pagina triste da história da Ponte Preta.

Que pede e exige a punição aos autores dos atos de violência. Se são integrantes de torcida organizada, que sejam detectados e punidos. Com base no estatuto e se necessária nas barras da lei. Mas sem criminalizar as instituições.

Todo esse mosaico reflete um quadro triste: o debate de ideias abandonou há tempos o cardápio político na Ponte Preta. Veículos de comunicação ou torcedores nas redes sociais discutem muito mais pessoas do que ideias e projetos.

E o pior: eles existem.

Tanto a chapa DNA Ponte Preta como o MRP passaram os ultimos meses apresentando ideias para viabilizar a construção da arena, reforma do Majestoso, investimento em categorias de base, modernização do clube, entre outros pontos relevantes.

Infelizmente, a maioria vai em direção contrária. Prefere dizer que dirigente A não presta e por isso não deveria retornar. Que dirigente B só cria intriga, confusão, que não deixa ninguém crescer e que é um mal para o clube. Resultado: tudo gira em torno de pessoas e nunca das propostas.

Um cenário raso, pobre, indigente que por vezes tem a colaboração da imprensa, que prefere apenas falar das quatro linhas. Não exerce sua função de falar daquilo que é de interesse publico. Prefere abordar aquilo que é de interesse do público.

Não sei quem vai ganhar a eleição. Só tenho uma convicção: ao focar apenas em nomes, a principal derrotada é a Associação Atlética Ponte Preta.
(Elias Aredes Junior)