Trabalhar no futebol campineiro é uma atitude de risco. Muitos consideram que sim. Quando vai mudar?

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Nas negociações que envolvem a chegada de profissionais do futebol à cidade de Campinas, algo precisa ser abordado e consertado : a imagem negativa que produz pagamento de altos salários.

Este colunista conversou na ultima semana com diversos personagens envolvidos no futebol campineiro e todos foram unânimes em afirmar que contratar ficou um ato mais caro. Motivo: a pressão exercida nos bastidores e nas redes sociais pelos dois clubes produzem temor em técnicos e jogadores.

Na Ponte Preta, um integrante afirmou sem meias palavras que, ao procurar determinado jogador “para os outros clubes ele cobra X e para atuar aqui na Ponte Preta o valor dobra”. Tudo motivado pela pressão.

No Guarani, técnicos procurados só aceitaram ouvir a proposta se estivesse embutido um aumento salarial acima de sua média para com isso atenuar os problemas gerados por trabalhar sob pressão e os obstáculos encontrados no cotidiano do clube.

Vamos trocar em miúdos: para muitos do mundo da bola, trabalhar em Campinas é uma atitude de risco.

Vem a pergunta: o que fazemos para modificar esse quadro? As torcidas alteram o seu comportamento nas redes sociais? A abordagem nos veículos de comunicação é trabalhado no limite do aceitável? Ou fica tudo por isso mesmo.

O calendário não é fraco. Pelo contrário. Disputar a Série A-1 do Paulistão e a Série B do Brasileirão é garantia de projeção de janeiro a novembro. Nem isso compensa. A maioria prefere ficar distante. Ou cobrar caro. Sem mudança de comportamento, tudo vai piorar.

(Elias Aredes Junior- foto de Alvaro Junior-Pontepress)