Análise: a incompetência no futebol pontepretano gerou o mito em torno de Marco Antonio Eberlin

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No trecho final do “Brasil Esporte Clube” desta segunda-feira, o companheiro de jornada Jota Jorge fez um comentário cirúrgico a respeito daquilo que pode acontecer com a reintegração de Marco Antonio Eberlin na vida política da Ponte Preta. “Que a situação fique esperta porque existe na área uma pessoa que entende de futebol”. Bingo. Esse é o cerne da questão.

Não digo em relação a Eberlin, que teve sucessos e fracassos como qualquer dirigente. Não existe seres infalíveis. Mas é do ramo. Algo admitido até intramuros pelo presidente de honra, Sérgio Carnielli. Então, porque ele conservou o seu legado após 14 anos? Simples: pela incompetência de quem está no comando do clube.

O fato é que tanto Sérgio Carnielli como Vanderlei Pereira, sempre que estiveram no comando do futebol pontepretano, colheram muito mais dissabores do que sucessos. E quanto o êxito ocorreu o motivo foi porque existiu um auxiliar fora da estrutura do clube e que concedeu uma nova visão. Ocimar Bolicenho, Márcio Della Volpe, Marcus Vinicius, bem ou mal, tiveram algum lastro de resultados positivos. E o que receberam em troca?

Falta de respaldo para trabalhar. Em 2013, por exemplo, Bolicenho já sabia que o elenco não tinha a qualidade necessária e pediu reforços para Carnielli. Não teve o seu pedido atendido de imediato. Quando os atletas apareceram o time não evitou o rebaixamento mas chegou a decisão da Sul-Americana.

No restante do tempo, Carnielli viveu uma gestão de erro e acerto, com chegadas em duas decisões  regionais ( 2008 e 2017), uma decisão continental e dois acessos de âmbito nacional (2011 e 2014). Mas por outro lado amargou quedas em 2006 e 2017.

Repito: Eberlin não é Deus. Não é o dono da cocada preta. Talvez se voltasse hoje teria imensas dificuldades para entender e compreender o mercado da bola.

No entanto, a incompetência alheia inflou a sua história e agora faz com que muitos torcedores pontepretanos vejam uma luz no fim do túnel.  Justo? Injusto? Não sei. Cada um constrói sua história. E precisa arcar com suas consequências.

(Elias Aredes Junior)