Análise: qual conceito de jogo deveria ser aplicado pela Ponte Preta? Como ela deveria atuar?

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A tese que será exposta agora já foi exibida em outros textos. Mas é preciso deixar os conceitos claros para que o torcedor tenha elementos para pensar e refletir.

Fábio Moreno decepciona o torcedor no comando da Ponte Preta. O aproveitamento é abaixo de 40% e o futebol não empolga.

Evoluções tímidas são registradas e parece que não há saída. O elenco é fraco e nem neste aspecto o treinador pode se eximir. Muitas contratações tiveram o seu aval, seja como técnico ou na sua gestão como coordenador técnico.

O que poucos percebem é que o erro de Fábio Moreno não é ser novato ou incompetente ( o que não é) e sim montar um esquema de jogo fora das características do elenco que tem em mãos.

Papo reto: a Ponte Preta não tem capacidade de propor o jogo. De envolver na base do toque e na troca de posições. Seus principais jogadores não tem esses predicados. Junte o cenário ao fato da lentidão dos beques o que é presa fácil para qualquer atacante com velocidade.

Perceba: boa parte dos gols, a Macaca toma quando tenta propor o jogo, o contra ataque aparece e o time não faz a recomposição. E isso não é culpa de preparação física e sim da característica de jogo. Juvenilson Souza não transforma um peso pesado em peso mosca. O que ele faz é condicionar o jogo para que ele renda dentro de suas características. Se o jogador é lento, ele continuará assim. Ele só terá melhor condição para suportar os 90 minutos. A característica está lá. Presente.

Qual a saída? Com esse time é jogar atrás. Na retranca. Com o máximo de cuidados possíveis. Apostar no contra-ataque. Com todos os riscos possíveis e imagináveis. Os jogos contra Santos e a etapa final contra o Guarani deram a senha: feijão com arroz. Sem invenção. Retomada de bola e contra-ataque letal.

Quando tiver que tomar iniciativa enfrentará dificuldades? Sim. Só que isso já acontece. O que precisa ser feito é encaixar uma metodologia capaz de extrair o melhor de cada um. Apodi, Moisés, Niltinho, Renatinho…todos atletas com ótima capacidade de transição. De puxar o contra-ataque.

Pobre? Sem alternativa? Concordo. Mas a Macaca precisa agora, antes de qualquer coisa, de um esquema tático que dê certo, produza pontos e resultados na Série B. O resto é perfumaria.

(Elias Aredes Junior)