Gilson Kleina ganha voto de confiança. Ele é o único culpado por tudo que acontece na Ponte Preta?

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Uma reunião foi realizada neste domingo com a presença da comissão técnica da Ponte Preta e da diretoria executiva. Na oportunidade, foi concedido um voto de confiança ao técnico Gilson Kleina, mas pede-se a retomada da reação e da postura no confronto de terça-feira, às 21h30, contra o Vitória, na casa do adversário.

De acordo com relatos obtidos pela reportagem do Só Dérbi, a diretoria pontepretana entende que a equipe tinha apresentado uma evolução nas ultimas rodadas e cujo ápice foi contra o Náutico.

Ninguém precisa ser vidente para entender o básico: apesar da diretoria pontepretana negue de pés juntos, o trabalho está na berlinda. Acumular nove pontos em 12 jogos é muito pouco. A responsabilidade recai sobre o treinador.

Mas acredito que alguns pontos deveriam ser cobrados. Colocar Gilson Kleina como único vilão é cômodo para quem deseja ver o circo fogo. Ou para aqueles que esquecem dos responsáveis pela montagem do elenco de qualidade, no minimo, decepcionante.

Se existe uma comissão técnica é preciso que todos atuem para colaborar na obtenção do bom resultado. O preparador físico Juvenilson Souza já foi revelado o seu entendimento com o treinador.

E o auxiliar técnico Sandro Forner? Ele colabora com a linha de trabalho? Como? Troca ideias com o treinador a respeito das características do oponente? Não falo á toa. Na atualidade, um auxiliar com bons conceitos de futebol é tão ou mais importante do que o treinador? Como é a sua avaliação da diretoria sobre tais processos?

Quanto ao executivo de futebol, Alarcon Pacheco, é preciso entendimento das características do torcedor pontepretano: ela gosta e aprecia dirigentes que falem costumeiramente com o torcedor.

Melhorou, é verdade. Ainda está longe do ideal. Não é a toa que Márcio Della Volpe e Marco Antonio Eberlim até hoje são relembrados nas redes sociais. Mas quando falar? Na atual situação, todo pós jogo. Sem diálogo e transparência será impossível construir um novo momento na Ponte Preta.

(Elias Aredes Junior-foto de Álvaro Junior-pontepress)