Gilson Kleina na Série B: homens gigantes são revelados nos desafios espinhosos

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O futebol abre espaço para falarmos sobre muitos assuntos.

Parte técnica, tática, emocional, administrativa, politica.

A modalidade é um espelho da vida humana.

Pois é, também podemos falar de pessoas. E hoje qualquer jornalista ou analista de futebol em Campinas tem a obrigação de dissecar sobre Gilson Kleina. Do ser humano Gilson Kleina, que demonstrou ser uma pessoal diferenciada.

Pense em um profissional que por 36 rodadas suporta um clube com atraso de salários, más condições de trabalho e uma conflagração política que quase leva o time a ruína.

Acrescente a receita macabra um elenco montado por dois executivos de futebol –Alex Brasil e Alarcon Pacheco- que prima pela limitação técnica. Jogadores ruins, fracos. E você precisa montar uma equipe competitiva e forte para se sobressair em um campeonato com 20 times. Sendo que destes três são gigantes, Vasco, Cruzeiro e Botafogo. Sem contar o clássico com o Guarani.

Gilson Kleina acertou, errou, escalou bem, mal, ficou tenso, apreensivo e no final somou 46 pontos, sendo que 27 no segundo. Um feito. Flerta com o milagre.

Você conseguir a permanência e estabelecer conexão com os jogadores diante de tanta incompetência, ineficiência e incapacidade administrativa é um feito profissional e tanto.

Gilson Kleina já conseguiu o acesso na Série B em 2011. Conseguiu o vice-campeonato paulista em 2017. Foi quinto lugar na Série B de 2018 após empreender uma arrancada fenomenal.

Mas por tudo que cercou a Ponte Preta nestes últimos seis meses, a manutenção na Série B de 2021 é seu grande feito profissional na Ponte Preta. Fique em paz Galã. Você cumpriu com sobras a sua missão.

(Elias Aredes Junior com foto de