Guarani, Davó e como a gratidão pode impulsionar e melhorar uma carreira

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Aprecio dicionários. Considero que são vitais na construção e definição de conceitos e cenas da vida cotidiana.

Existe uma palavra que parece ter saído fora de moda: gratidão. Uma de suas definições é que é um sentimento de reconhecimento, uma emoção por saber que uma pessoa fez uma boa ação, um auxílio, em favor de outra. Gratidão é uma espécie de dívida, é querer agradecer a outra pessoa por ter feito algo muito benéfico para ela.

É possível direcionar tal reconhecimento em relação a instituições. E o atacante Davó, ao comentar sobre sua renovação de contrato nesta quinta-feira, dia 10, demonstrou ter plena noção do sentido e dimensão desta palavra. “Eu sinto que eu devo mostrar mais para o clube que me ajudou tanto. Então eu venho com outros objetivos. Objetivo de um acesso, objetivo de brigar com o Guarani por coisas mais altas, por coisas que o Guarani realmente merece. Então eu sinto que preciso dar esse aval não só pelo torcedor, mas por mim mesmo, por gratidão de tudo que aconteceu aqui”, disse o jogador.

Em um ambiente marcado pelo individualismo, mercantilismo e ausência de empatia, uma postura positiva como a de Davó precisa ser reverenciada. E melhor ainda quando isso tem correspondência no gramado,  com dedicação e foco no gramado. Pode render abaixo da expectativa? Pode. Mas não falta entrega.

Davó coloca o Guarani como protagonista da sua carreira. “Meu plano de carreira, primeiramente, é conquistar coisas grandes com o Guarani, com o clube que me revelou. Claro que o jogador que se torna profissional tem o sonho de ser campeão, de chegar em uma seleção, de disputar uma Champions League, mas eu acho que tudo isso são processos. E o meu agora, meu principal objetivo, é conseguir voos mais altos com o Guarani.”, completou.

Ou seja, os acontecimentos da carreira não forjaram apenas um atleta de imensa potencial, mas acima de tudo um homem que tem noção de quem lhe ajudou a se encontrar no atual estágio da vida. Que continue assim.

(Elias Aredes Junior)