Guarani em 2022: o mesmo técnico e com elenco de características diferentes. O que destino preparou para o Alviverde?

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Futebol apresenta dois processos de aprendizagem. O primeiro é por intermédio do mundo acadêmico, em cursos ou universidades. Conhecimento sempre acrescenta. Ainda mais no esporte. O outro caminho é do diálogo. Troca de ideias e estabelecimento de conceitos. Se puder juntar os dois mundos, melhor ainda.

Ao conversar com um amigo na tarde desta quarta-feira, disse que acompanhava com preocupação a montagem do elenco do Guarani. Sem pisar no Brinco de Ouro e só com o noticiário tinha a impressão de que existia queda de qualidade. Ou na melhor das hipóteses lentidão nas contratações.

Por um aplicativo de mensagens, ele me devolveu como resposta uma escalação prévia: Kozlinski; Ludke (Diogo Matheus), Derlan, Ronaldo Alves e Eliel; Bruno Silva, Silas (Madison) e Person; Yago (Maxwell), Lucão e Júlio César.

Não precisa desempenhar um papel de PHD em futebol para chegar a conclusão de que na teoria e no papel a qualidade caiu. Em 2021, mesmo com falhas e equívocos, o Guarani tinha três atletas que, bem ou mal, em determinado momento foram decisivos e asseguraram vitórias: Régis, Andrigo e Bruno Sávio. Não tem mais nenhum. Junto com Rodrigo Andrade eles compunham uma equipe com rompantes de encantamento. Fato.

E hoje? Antes de a bola rolar (é bom frisar!) o máximo que se pode esperar é um time operário, lutador e que pode construir pilares em cima de Lucão e Júlio César. Bidu? Não dá para cravar sua permanência.

Penso em Daniel Paulista. Terá que repensar todos os seus conceitos. Tem 21 dias para formatar uma equipe competitiva com o material que têm em mãos. Dá para atuar sem armador? Até dá. Mas o caminho é mais difícil e pedregoso.

Reclamar com o superintendente executivo Michel Alves? A impressão transmitida é de que pouco adianta. É um profissional que não parece ligar muito para a opinião alheia. Mesmo quando existe uma falha de planejamento a vista, que foi a de ter depositado todas as fichas em Andrigo e Régis e sem pensar em um plano B factível.

Detalhe: nem precisaria ser alguém conhecido. Pelo contrário. O executivo de futebol é pago para conhecer em profundidade o mercado e muitas vezes apostar em atletas que sequer estejam ao alcance da mídia e da torcida.

Guarani: um time que disputará uma temporada com um técnico já habituado, mas que vai encarar um elenco diferente. Que o destino seja generoso no Brinco de Ouro. Vai precisar.

(Elias Aredes Junior- com foto de Thomaz Marostegan-Guarani F.C)