Guarani, Umberto Louzer, luta pelo acesso e uma constatação: sem a pressão (positiva) da torcida este momento não seria possível

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Quando estava em oscilação na Série B do Campeonato Brasileiro, os responsáveis pelo Departamento de Futebol profissional do Guarani já analisavam com lupa as decisões e o trabalho do técnico Bruno Pivetti. Umberto Louzer já estava na mira e poderia ser contratado a qualquer momento.

Vieram as mudanças no Departamento de Futebol e a troca de seus comandantes,  o que indiretamente era uma tentativa de fortalecimento político tanto para o CEO quanto para os componentes do Conselho de Administração.

Seria natural abrir mão de Umberto Louzer em virtude de que no Brasil temos o péssimo costume de jamais reconhecer feitos e obras de antecessores.

Não seria diferente no futebol.

Bastava procurar um outro nome e bola para frente. Não foi isso que aconteceu. Umberto Louzer foi contrato, a equipe arrancou e hoje a possibilidade de acesso é palpável e real. Por que? O mérito deve ser dado a quem merece: a torcida do Guarani.

Explico. Logo após a demissão de Bruno Pivetti, as redes sociais e os aplicativos de mensagens foram invadidos por uma quantidade absurda de mensagens e textos e que diziam: as arquibancadas não aceitariam mais técnicos em início de carreira ou em busca de um lugar ao sol. Bruno Pivetti, Thiago Carpini, Osmar Loss, Allan Aal, Ricardo Catalá…Os exemplares são vários.

O Guarani também contou com gente experimentada como Daniel Paulista, Mozart, Felipe Conceição. Mas eram nomes contratados quando as opções de custo baixo não estavam mais disponíveis. Dessa vez a torcida queria algo diferente. A prioridade deveria ser um técnico cascudo desde o primeiro minuto.

Junte essa exigência da torcida com o quadro financeiro do Guarani em que era não permitido cometer loucuras. O tempo passava. O inconformismo da torcida era cada vez mais crescente. Ou seja, o C.A, o CEO e todos os envolvidos na estrutura administrativa do Alviverde não tiveram outra saída senão a de conversar e entrar em acordo com Umberto Louzer, que é um técnico rodado e com identificação com o Guarani.

E se não existisse pedido e pressão da torcida? Evidente que os envolvidos jamais vão admitir mas certamente um novo treinador, mais novo e barato seria contratado e uma nova campanha mediana seria vendida como algo excepcional.

Se após a 38ª rodada, o Guarani conseguir alcançar o retorno à divisão de elite, pode ter certeza: quem senta na arquibancada ou fica diante do celular teve protagonismo gigantesco para este final feliz.

(Elias Aredes Junior-Com foto de Thomas Marostegan-Guarani F.C)