Ponte Preta e Cruzeiro: duas maneiras diferentes de ver e trabalhar o futebol. Quem vai sorrir no final?

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O confronto de quinta-feira será mais um embate da Ponte Preta com o novo futebol que surge no horizonte. Esqueça os desfalques, a ausência de Lucca, a expulsão de Thiago Oliveira, a lesão de Danilo Gomes ou retorno de Fabricio na zaga e a permanência de DG na suplência.

Independente disso, será um embate da Macaca com um clube que apostou na Sociedade Anônima de Futebol. Clube que estava no chão. Quebrado. Arrebentado. E que hoje não tem pudor em utilizar todos os artificios para se reerguer.

O futebol do Cruzeiro tem um dono, Ronaldo Nazario. A Macaca é uma associação sem fins lucrativos, hoje carcomida e dilacerada por anos e anos de disputa política. O Cruzeiro tem executivo de futebol. A Ponte Preta tem um coordenador de futebol, Luis Fabiano, que na prática não tem interferencia nenhuma na decisão de montagem da equipe,. que está a cargo de Marco Antonio Eberlin, que tem resistências a função de executivo de futebol.

O técnico do Cruzeiro, Paulo Pezzolano, conduz a equipe de maneira magistral e mesmo com uma critica aqui e ali, montou um time consistente na parte tática.

Comprova por A mais B que técnico estrangeiro faz diferença e contribui muito para o aprimoramento da cultura tática do futebol nacional. Marco Antonio Eberlin está no total direito dele, mas percebe-se que sua predileção é por técnicos nativos, com maior tempo de experiência, caso de Hélio dos Anjos.

Mas é bom que se esclareça: o presidente da Macaca gosta e apreciao trabalho de alguns técnicos estrangeiros que passaram por aqui como Jorge Jesus.

O Cruzeiro, após um periodo turbulento e de campanhas ruins na Série B do Campeonato, hoje vive com Mineirão lotado. Detalhe: o Cruzeiro também tem dívidas, enroscos judiciais e problemas administrativos, assim como a Ponte Preta. Mas adotou o caminho da modernidade e colhe os frutos. Tanto que hoje pouco se fala do presidente Sérgio Santos Rodrigues, o presidente de direito.

O Cruzeiro luta pelo título.

A Ponte Preta está preocupada com o rebaixamento.

O jogo de quinta não vai opor duas equipes com elencos de qualidades opostas. Vai apresentar principalmente duas equipes que decidiram trilhar caminhos diferentes para buscar a excelência e a relevância. A bola, o tempo, e as redes vão dizer quem tem plena razão. Apesar de que, uma parte da resposta já está a vista de todos. E que não é nada agradavel para a atual diretoria da Ponte Preta.

(Elias Aredes Junior)