Todos querem saber do potencial do Vasco da Gama. Se o Guarani fizer a sua parte, pouco importa a qualidade do adversário

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Um torcedor pergunta o que acho do confronto entre Vasco e Guarani. Pergunta especialmente sobre o potencial técnico do adversário carioca, que precisa desesperadamente de reabilitação após a derrota para o CSA em São Januário.

Alguns pontos são óbvios. Sob o comando de Fernando Diniz, o Vasco ganhou vibração, valorização da posse de bola e tem o seu principal trunfo nos pés do armador Nenê. Apesar de contabilizar 40 anos é capaz de decidir em um toque. Ou em uma bola parada. Faz a diferença. Claro, jamais esquecer o faro de gol de German Cano e a capacidade ofensiva de Gabriel Pec.

Considero a preocupação legitima do torcedor bugrino. O duelo é decisivo, vale a manutenção do sonho do acesso e no Brinco de Ouro. E o oponente é poderoso. Tem camisa, história, títulos.

Mas prefiro inverter a pergunta: o que devemos esperar do Guarani? O que ele poderá render em campo?

Fazemos planos mil daquilo que o adversário poderá apresentar, mas a verdade é que a grande dúvida fica em torno do Guarani. Já teve boas exibições no Brinco de Ouro, como diante do Brusque ou mesmo no dérbi vencido no turno inicial. Teve atuações decepcionantes, como no empate com o Sampaio Côrrea. E desempenhos sofríveis como na goleada sofrida diante do Vila Nova. Repito a pergunta: o que esperar?

Quando temos confiança no potencial do time para o qual torcemos, pouco importa a qualidade de quem está do outro lado. Que o Guarani desempenhe em alto nível. Se isso acontecer o Vasco dificilmente resistirá.

(Elias Aredes Junior com foto de Thomaz Marostegan)