Léo Condé renova com Novorizontino e frustra futebol campineiro. E fica a lição para Ponte Preta e Guarani: Coloquem as sandálias da humildade!

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Em publicação feita em suas redes sociais neste sábado, o Novorizontino anunciou a renovação de contrato de Léo Condé até o Paulistão de 2022. O treinador gerou interesse no Guarani e tinha em Alarcon Pacheco um aliado e amigo na Ponte Preta. O fato deveria servir para que todos aqueles que estão envolvidos no futebol campineiro tomassem uma única atitude: cair na real.

Vamos pensar. O Novorizontino é um clube estruturado? Sim. Paga suas contas em dia? Com certeza. Não tem a pressão de outras agremiações? Concordo.

Só que antes de tudo futebol está relacionado com visibilidade. Aparecer. Produzir resultados em médio e longo prazo.

Pegue este cenário e veja que Léo Condé, apesar de bons resultados, é um técnico do escalão intermediário. E disputar a Série B deveria ser o sonho de qualquer profissional com desejo de alcançar o pelotão de elite dos treinadores. Vide Lisca, que subiu com o América Mineiro e hoje está na lista de prioridade dos grandes clubes.

Pegue todo esse cenário e veja: Léo Condé prefere disputar um campeonato de divisão inferior e menor visibilidade –Série C- a aceitar a proposta, seja de Guarani ou até uma possível sedução da Ponte Preta. Escolheu a segurança e a estrutura ao invés do incerto e do improviso.

Não sejamos bobos. O mercado da bola tem intenso diálogo. Treinadores e empresários já tem uma imagem formada a respeito de Ponte Preta e Guarani. E aposto que não é nada boa.

Evidente que pressão por resultados é matéria prima do futebol.

Agora, quem aceitaria de bate pronto trabalhar em um clube cujo os jogadores são agredidos após a partida? Quem toparia atuar em uma agremiação cuja as redes sociais fazem qualquer dirigente mudar o rumo de sua decisão?

Quem em sã consciência não pesa o risco de atuar em clubes com estruturas sucateadas ou deficitárias em relação aos concorrentes? Não dá.

Se o futebol campineiro fosse uma novela, certamente seria a “Rainha da Sucata”, de 1990 e de autoria de Silvio de Abreu. Cada clube seria componente da família Figueroa. Com um passado glorioso e sobrenome pomposo, mas agora falidos. Sem condição de sustentar o padrão anterior. Sem calçar a sandálias da humildade nada vai avançar, seja no estádio Brinco de Ouro ou no Majestoso.

(Elias Aredes Junior)