Pintado e Eutrópio: quem vai sobreviver ao Big Brother da Bola?

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Quando a bola rolar neste final de semana uma dúvida vai pairar na cabeça dos amantes do futebol campineiro: os treinadores de Ponte Preta e Guarani vão sobreviver até o final da temporada? A pressão das arquibancadas e dos gabinetes por resultados faz com que profissionais se submetem no banco de reservas a uma autêntica sabatina diária. Um paredão do “Big Brother da Bola”.

Ao contabilizar os treinadores que atuaram em Ponte Preta e Guarani desde 2001, o saldo é de 26 profissionais que trabalharam na Alvinegra campineira e outros 35 no banco de reservas do estádio Brinco de Ouro. Desta conta foram retirados treinadores que ocuparam o cargo interinamente. Apesar de alguns técnicos registrarem diversas passagens no mesmo clube, o seu nome foi contabilizado uma única vez na estatística.

No Bugre, só fossem levados em conta apenas os nomes e sem levar em conta as gestões repetidas, o ritmo é de uma troca a cada 156 dias. Na Macaca, o “treineiro” tem um pouco mais de fôlego: fica 210 dias no cargo, mas na média não completa a temporada.

A rivalidade chega a tal patamar que atuar em divisões diferentes ou com objetivos distintos não produzem “figurinha repetida”. Vadão, Pintado, Vagner Benazzi e Zetti foram os únicos treinadores com passagens nos dois clubes desde 2001.

Na matemática recente, Vinicius Eutrópio recebe esperança de emplacar. Nesta década, desde 2011, oito nomes trabalharam na Ponte Preta: Gilson Kleina, Guto Ferreira, Paulo César Carpegiani, Jorginho Campos, Sidney Moraes, Dado Cavalcanti, Doriva e Felipe Moreira.

No Guarani, antes da chegada de Pintado, 14 profissionais estiveram no comando: Paulo Roberto Santos, Ademir Fonseca Marcelo Veiga, Vágner Benazzi, Evaristo Piza, Márcio Fernandes, Tarcísio Pugliesi, Branco, Zé Teodoro, Vilson Tadei, Oswaldo Alvarez, Giba ,Vilson Tadei e Argel Fucks.

O “paredão do derby” começou. Veremos quem irá sobreviver.

(Texto e reportagem: Elias Aredes Junior)

Complemento:

Técnicos que passaram no Guarani entre 2001 e 2015: Pintado, Paulo Roberto Santos, Ademir Fonseca, Marcelo Veiga ,Vágner Benazzi ,Evaristo Piza, Márcio Fernandes,Tarcísio Pugliesi , Branco , Zé Teodoro ,Vilson Tadei, Argel Fucks , Vagner Mancini ,Oswaldo Alvarez , Cidinho , Guilherme Macuglia, Luciano Dias, Roberval Davino, Carbone , Waguinho Dias, Carlos Gainete Filho, Toninho Cerezo, José Carlos Serrão, Jair Picerni, Agnaldo Liz, Lori Sandri, Zetti, Joel Santana, Barbieri, Pepe ,Giba, Zé Mário, Luiz Carlos Ferreira, Hélio dos Anjos e Carlos Alberto Silva.

Profissionais que atuaram na Ponte Preta de 2001 a 2015: Vinicius Eutrópio, Nelsinho Baptista, Marco Aurélio Moreira, Oswaldo Alvarez, Abel Braga, Estevam Soares, Zetti, Nenê Santana, Wanderley Paiva, Paulo Comelli, Sérgio Guedes, Paulo Bonamigo, Vagner Benazzi, Sérgio Soares, Pintado, Márcio Bittencourt, Jorginho (apelido: Cantinflas), Givanildo de Oliveira, Gilson Kleina, Guto Ferreira, Paulo César Carpegiani, Jorginho Campos, Sidney Moraes, Dado Cavalcanti, Doriva e Felipe Moreira.

3 Comentários

  1. Pezão, obrigado por chamar a atenção sobre a repetição do Barbieri. Mesmo assim, trocar um técnico a cada 156 dias em 15 anos é algo absurdo. Quanto ao Cidinho, na época, eu, Elias era setorista do jornal Tododia e em entrevista o Leonel efetivou o Cidinho até o final daquele campeonato. Por isso que ele está como efetivo. De novo obrigado…